Portal do TCE
ISO 9001
ISO 50001
Página do TCE-MT no Facebook
Página do TCE-MT no Twitter
Feeds de Notícias do TCE-MT
Tamanho da letra: A A A

Notícias

Quinta, 8 de Março de 2018, 15h11

Secretária de Articulação Institucional do TCE fala sobre protagonismo feminino

A secretária de Articulação Institucional do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Cassyra Vuolo, foi a principal palestrante do evento "Empoderamento Feminino", promovido nesta quinta-feira (08.03) pela Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá como parte da programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A palestra "Protagonismo Feminino", ministrada por Cassyra Vuolo, abordou temas como o processo histórico das conquistas de direitos da mulher, o papel da mulher na sociedade, no mercado de trabalho, nos núcleos de poder político, além da discriminação e violência cotidiana contra as mulheres no Brasil e em Mato Grosso.

Apoiada em referências históricas sobre mulheres que se destacaram ao longo dos últimos 50 anos no Brasil e em Mato Grosso, como líderes e pioneiras em várias áreas de atuação, que vão da saúde à educação, passando pela política, o judiciário e a cultura, Cassyra Vuolo teceu um amplo painel sobre a trajetória das lutas femininas pela igualdade de tratamento e contra as opressões da sociedade machista e patriarcal, contra o preconceito e discriminação. Ela conclamou as mulheres a assumirem o protagonismo de suas próprias histórias, exigindo seus direitos e tomando posse efetiva dos espaços que lhes cabem e que já estão assegurados, graças às lutas históricas.

Citando dados de fontes oficiais como o IBGE, Cassyra Vuolo lembrou que as mulheres são maioria na população brasileira, têm escolaridade média maior que os homens. e não têm mais obstáculos legais para ocupar cargo algum, mesmo em áreas tidas como território majoritariamente masculino, como as forças de segurança pública, as forças armadas, profissões de alto risco e cargos públicos em todas as esferas. No entanto, ainda são minoria em todas os espaços de poder, seja político, econômico, cultural e científico.

Para ilustrar as diferenças entre a participação feminina e a masculina na produção de riquezas e no mercado de trabalho, a palestrante destacou que, apesar de representarem 49% da população mundial, as mulheres detêm apenas 1% da riqueza mundial. No Brasil, elas representam 43,8% de todos os trabalhadores do país, mas recebem salários médios 30% menores que os pagos aos homens.

A situação de desigualdade prossegue na distribuição e ocupação dos cargos de comando nos centros de trabalho. Em 2016, 37,8% dos cargos gerenciais eram ocupados pelas mulheres. "Mato Grosso é 2º estado brasileiro com menor índice de participação feminina no trabalho, perdendo apenas para Brasília, aqui as mulheres são 37% da força de trabalho e ganham em média 2,6 mil reais", ilustrou.

Em relação à violência, as mulheres seguem sendo vítimas de crimes originados em ódio de gênero, como feminicídios, estupros, agressões físicas e morais, mesmo depois da adoção da Lei Maria da Penha e da Lei Carolina Dieckman, contra abusos virtuais que atingem em maior número e frequências as mulheres. "Em Mato Grosso, o feminicídio atinge 4,6 mulheres por cada 100 mil habitantes. Somente em 2018 já ocorreram mais 20 assassinatos de mulheres, dos quais sete foram classificados como feminicídio, ou seja, a pessoa foi morta pelo fato de ser do gênero feminino", alertou.

Existem espaços em que estamos avançando, como na educação, nas políticas públicas específicas, como na área de saúde. Mas existem números, como os da violência, que precisam ser diminuídos, há números como os de mulheres nos espaços de poder político e do mercado de trabalho que precisam ser elevados. E isso só mudará se nós mudarmos nossa atitude

"Existem espaços em que estamos avançando, como na educação, nas políticas públicas específicas, como na área de saúde. Mas existem números, como os da violência, que precisam ser diminuídos, há números como os de mulheres nos espaços de poder político e do mercado de trabalho que precisam ser elevados. E isso só mudará se nós mudarmos nossa atitude de passividade e expectadoras. Por quê não estamos aumentando o número de mulheres no poder? Por quê não há mais mulheres candidatas à governadora, a deputadas e senadoras? Nós, mulheres, precisamos refletir sobre isso e assumirmos o protagonismo de nossas trajetórias" salientou Cassyra Vuolo.

Ainda em sua palestra, Cassyra Vuolo frisou que há espaços para que as mulheres se destaquem, desde que não se intimidem com os obstáculos. Ela lembrou, por exemplo, que o próprio Tribunal de Contas desenvolveu uma cultura de respeito e valorização das capacidades femininas e muitas mulheres ocupam cargos de liderança e comando. "Mesmo entre os membros do Pleno do Tribunal, composto históricamente apenas por homens, hoje já temos uma mulher, a conselheira interina Jaqueline Jacobsen Marques, uma referência importante do poder feminino naquele espaço", ressaltou.

Ajax-loader3   Por favor, aguarde ...

Veja também


+ NOTÍCIAS
Flag MT

Tribunal de Contas de Mato Grosso
Copyright © 2012

Rua Cons. Benjamin Duarte Monteiro, Nº 01, - Ed. Marechal Rondon - Centro Político Administrativo - Cuiabá-MT
CEP 78049-915 - Horário de Funcionamento: 08h às 18h - Fone: (65) 3613-7550 - Email: tce@tce.mt.gov.br