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Segunda, 22 de Fevereiro de 2021, 00h00

A dor é salutar para o crescimento humano

Francisney Liberato Batista Siqueira

Chegar ao topo do monte Evereste tem sido o sonho de muitos alpinistas profissionais e o devaneio daqueles que não gostam de subir nem os lances da escadaria do prédio em que moram ou trabalham. O que o Evereste tem de lindo com sua paisagem branca e gelada tem também de perigoso para aqueles que ousam desrespeitar os seus limites e os seus descaminhos. “Espera aí”, você pode estar se questionando, “se ele é tão terrível assim, como tantos montanhistas atingiram o limite do monstro gelado e cruel?” O segredo é PREPARAÇÃO!

Para chegar ao topo, estudaram toda a geografia do monte. Seus vales, reentrâncias, cavidades. Conversaram com aqueles que já haviam passado por lá. Assistiram a filmes, documentários. Analisaram cada sucesso e cada derrota registrados na branca neve das paredes frias do Evereste. Seu pico está a 8.848 metros acima do nível do mar.

Há três classes de pessoas que, digamos, “desafiam” o Evereste: a primeira é aquela que sonha, mas não faz por merecer para realizar o sonho. Embala seus desejos, acredita que pode, mas não empreende esforços e fica apenas no desejo.

A segunda classe é aquela que quer, sente que pode, e por achar muito fácil não se prepara devidamente e decide ir de qualquer jeito. Sem cordas, sem as botas térmicas, sem barraca e sem oxigênio extra. Esse grupo é o das pessoas que veem a possibilidade da escalada, mas não analisam os perigos que enfrentarão se quiserem chegar ao cume. Partem de qualquer jeito e dizem: “Seja o que Deus quiser!”. Sobem um pouco e vão ficando pelo caminho, congelados em sua ignorância e inaptidão. Jamais chegarão! Têm vontade, acreditam, mas não têm PREPARO!

A terceira classe, não! Ela é mais cuidadosa. É composta daqueles que têm ciência das dificuldades que encontrarão pelo trajeto gelado e por conta disso se preparam, estudam e, quando percebem que estão confiantes, partem para a escalada, sempre respeitando os limites do gigante nevado. Esses vão em segurança, contratam guias. Leva-se em média 40 dias para se escalar o monte Evereste, pois é necessário algum tempo para que aconteça a aclimatação e o corpo se acostume à altitude.

Mas o que o Evereste tem a ver com o texto para concursos? Afinal, você é um estudante/concurseiro e não um alpinista. Eis aí a semelhança! Para conseguir a sua tão sonhada vaga no serviço público federal, estadual, distrital, municipal, provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Federal de Contabilidade (CFC), processo seletivo e certames em geral, você precisa se preparar. É preciso ter disciplina para chegar ao topo e receber os louros da vitória. Isso se chama MERITOCRACIA. Muitos se inscrevem no concurso sonhando conquistar estabilidade financeira e o sonho da aposentadoria, mas não querem se preparar, não querem se aclimatar para a subida. Querem o pódio, mas não querem abrir mão de alguns pseudoprivilégios que impedirão de tornar o sonho em realidade.

Qual o gigante que te impede? Qual é a montanha que está atravancando o seu caminho? Qual o medo que se agiganta e todos os dias grita nas ravinas internas do seu ego dizendo que você não vai conseguir? O homem é do tamanho dos seus sonhos e deixa de viver quando deixa de sonhar.

Muitos alpinistas venceram o Evereste porque ousaram acreditar que era possível. Escale as montanhas de seu medo e se prepare para hastear a sua bandeira de vencedor no topo dos seus sonhos.

Você pode!


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Francisney Liberato Batista Siqueira

Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador. Autor dos Livros ?Mude sua vida em 50 dias?, ?Como falar em público com eficiência? e ?A arte de ser feliz?.


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