Cinquenta + 10 Anos de História do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso
277 Cinqüenta Anos de História em Mato Grosso por 5 anos, exercendo a presidência do partido no período de 1968 a 1973. Foi um homem comprometido com a educação e com a instrução pública. Participou das lutas pela implan- tação da Universidade Federal de Mato Grosso – 1970. Exerceu, a partir dessa data, as funções de Professor de Direito, por 29 anos.Sua luta obteve pleno êxito em 1970, quando da criação da Universidade Federal de Mato Grosso. Seu nome figura no mural do prédio principal dessa instituição, como um dos fundadores da entidade. Convidado pelo Governador José Garcia Neto, assumiu a Secretaria de Estado de Administração no período de 1975 a 1978. Dentre seus principais feitos nessa pasta, podem ser registrados o aumento no salário dos servidores mais humildes, a criação do Diário da Justiça , a elevação do Departamento de Imprensa Oficial à categoria de autarquia, dinamização do Instituto de Previdência do Estado de Mato Grosso e organização do Arquivo Público do Estado, conse- guindomelhorar as suas acomodações e a forma de catalo- gação e conservação dos documentos através da aplicação de produtos químicos adequados, não se descurando da capacitação de pessoal. Deu início à reforma administrativa e à microfilmagem da documentação, promovendo a 1ª exposição de documentos e fotos de Mato Grosso. Desde 1975 ocupa a Cadeira nº 32 da Academia Mato- -Grossense de Letras, tendo por patrono Catarino de Brito e por antecessor o Professor Isaac Póvoas. Como Professor, pronunciou inúmeras conferências e palestras, inclusive na Universidade Federal do Paraná, assim como em emissoras de rádio e televisão – de 1975 a 1999. Por Ato Governamental datado de 9 de junho de 1978 foi nomeado Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, de acordo com o parágrafo 1º do artigo 112 da Constituição Estadual, vaga aberta em decorrência da aposentadoria do Conselheiro Aecim Tocantins, tendo tomado posse em 20 de setembro de 1978. No Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso sua atuação foi marcante, tendo ocupado o cargo de Vice- -presidente em 1979, Presidente em 1980, e novamente Vice-presidente em 1984. Na condição de representante oficial do Presidente da Coordenação dos Tribunais de Contas do Brasil, es- teve em Bogotá, por 20 dias, participando do Seminário Internacional promovido pelo Tribunal de Contas da Alemanha, sob os auspícios da Comissão da ONU para a América Latina – CEPAL. Foi funcionário do Banco do Brasil S/A no período de 1952 a 1958, idealizando naquele órgão a organização da Associação dos Bancários. Em 1959 freqüentou o curso de Municipalismo e Administração, na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. No início da década de 60 integrou e foi eleito Pre- sidente da Comissão pro-sede da Escola Profissional Alexandre de Castro , entidade que se propunha a acolher menores dos bairros periféricos da cidade de Corumbá, educando-os e ensinando-lhes profissões compatíveis com suas idades. Essa entidade tinha plano inicial de atender pelo menos 100 menores. Hoje, respondendo pelo nome de Cidade Dom Bosco , unindo esforços do poder político e da população, atende cerca de 2000 alunos. A respeito dessa experiência que dignificou sua vida, José Ferreira de Freitas escreveu e publicou: Estrela que tardava ainda e Ao Padre, com gratidão . Foi professor da Escola Técnica de Comércio de Corumbá, exercendo essa função de 1957 a 1971. Nessa mesma cidade foi Secretário do então Deputado Fauze Scaff Gattass nas lides de cadastramento de eleitores. O Deputado Gattass o indicou como candidato a Vice- -prefeito de Corumbá, e no ano seguinte, com sucesso nessa empreitada, foi eleito Deputado Estadual. Em 1967 o Deputado José de Freitas conseguiu a aprovação de Projeto de Lei de sua autoria criando o primeiro curso superior em Corumbá: a Faculdade de Fi- losofia, Ciências e Letras. Instituto Superior de Pedagogia, onde hoje funciona o Campus da UFMS. Exerceu na Assembléia Legislativa estadual o cargo de Consultor Técnico Jurídico durante 3 anos, a partir de 1971. Foi eleito Deputado Estadual por duas legislaturas consecutivas, exercendo os mandatos de 1966 a 1974. Sua atuação como Deputado foi das mais destacadas, numa época em que Mato Grosso se achava em completo isolamento, sem plano de asfalto, com poucas estradas, tanto principais quanto vicinais. Uma de suas primeiras reivindicações foi o início da então BR-333 (Vitória-Corumbá), iniciada, mas pouco depois interrompida. Lutou pelo saneamento da região do Porto de Cuia- bá, por escolas, postos de saúde e auxílio a entidades assistenciais. Em seu segundo mandato como Deputado/ Constituinte, foi eleito Presidente da Comissão com objeti- vo de levar a debate, discussão e votação a Constituição do Estado de Mato Grosso. Foi Secretário-geral da Aliança Renovadora Nacional
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