Cinquenta + 10 Anos de História do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso
283 Cinqüenta Anos de História Secretário de Obras Públicas de Várzea Grande na gestão do Prefeito Ary Leite de Campos. Posteriormente, deixou o cargo para assumir as funções de Coordenador de Colonização da CODEMAT. No final do governo Pedro Pedrossian, trabalhou na CODEMAT, entre 1970 e 1972. Nesse último ano exerceu o cargo de Técnico e Co- ordenador da CODEMAT, sendo chamado pela ARENA para disputar o cargo de Prefeito de Várzea Grande. Sua eleição ensejou o início de sua carreira pública, tendo sido, aos 25 anos de idade, Prefeito de sua cidade natal. A vocação política da família fez-me candidato eleito ao cargo de Prefeito de Várzea Grande 53 . Governou de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977, fazendo uma administração moderna para a época. Transformou Vár- zea Grande na capital industrial de Mato Grosso, lançando mão de incentivos, do que decorreu a efetiva instalação de novas indústrias para o Estado. Após sua saída da Prefeitura, retornou a CODEMAT, e em seguida foi convidado pelo Reitor Gabriel Novis Neves para lecionar na Universidade Federal de Mato Grosso, exercendo essa função no período de 1977/1978, junto ao Curso de Agronomia, prestando, ao lado das atividades magisteriais, outros serviços à UFMT. Elegeu-se Deputado Federal em 1978, quando da primeira eleição de Mato Grosso após a divisão do Estado. Ainda como Deputado, participou da Comissão Provisória de Fundação do PDS – Partido Democrático Social – no Estado de Mato Grosso. Com a criação desse partido, foi incumbido pelo então Ministro Petrônio Portela de organizar o PDS no âmbito de todo o Mato Grosso, recebendo o apoio desse partido à sua candidatura ao Governo do Estado na primeira eleição direta, ocorrida em 15 de outubro de 1982, após quase 15 anos de ditadura militar, quando os governadores eram nomeados pelo Presidente da República. Em 1983 tornou-se, aos 36 anos de idade, Governador do Estado de Mato Grosso. No período de 1987 e 1991 candidatou-se e reelegeu-se, com o maior número de votos, Deputado Federal Constituinte. Em Brasília, lutou para incluir na Constituição Federal a Mata Amazônica e o Pantanal Mato-grossense como áreas de preservação nacional. Na seqüência, de 1991 a 1999 foi Senador da República, tendo ocupado a Primeira-Secretaria e Segunda Vice-pre- sidência. No Senado, ocupou cargos como presidente da Comissão de Serviços e Infra-estrutura, de 1991 a 1993, tendo sido eleito Primeiro-Secretário da Mesa Diretora daquela Casa de Leis de 1993 a 1995 e, pela sua efetiva e dinâmica atuação, Júlio José de Campos ocupou a Vice-presidência do Congresso Nacional, de 1995 a 1997. Em 1998, ainda como Senador, tentou reeleger-se ao Governo de Mato Grosso, obtendo a expressiva contagem de 41% dos votos. Após o mandato de Senador, em 1999, foi nomeado para o cargo de Diretor de Programas Internacionais e Vice-presidente da Embratur, de 2001 a 2002. Quando se propunha a disputar um novo mandato federal por Mato Grosso, a Assembléia Legislativa convidou-o para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, em substituição ao Conselheiro Oscar da Costa Ribeiro, que havia solicitado a sua aposentadoria. Tomou posse no cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso no dia 28 de junho de 2001. Em seu discurso de posse deixou entrever novas perspectivas de atuação política: O SER político acostumado às pugnas eleitorais, presidente de partido partícipe de inúmeras e variadas ações eleitorais pessoal ou de correli- gionários, percorrendo todos os municípios do Estado nesse mister, por um espaço de 30 anos, faz sua opção de vida funcional pelo Tribunal de Contas do Estado. 54 É de autoria do Conselheiro a obra Determinação do teor total na Colônia Rio Branco – Uma luta vencida e o discurso parlamentar Ponce de Arruda, um líder e Filinto Müller – 15 anos de saudades , além de outras publicações como: Senado – Quatro anos de Trabalho; Plano de gerenciamento do Pantanal Mato-grossense; Lei do silêncio, Síntese da atividade parlamentar e Ati- vidade parlamentar. O Conselheiro Júlio José de Campos foi agraciado com inúmeras condecorações pelos serviços públicos prestados durante sua vida política, como, por exemplo, Cidadão Honorário de 57 municípios de Mato Grosso, além da cidade de New Orleans/EUA e San Mathias, na Bolívia. Recebeu também o Troféu ECO, como Prefeito 53 Revista do TCE-MT, Cuiabá, n.20/21/22, 2001/2002, p. 87. 54 Idem , p. 88.
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