A era do cidadão

A era do cidadão

Nós podemos fazer a diferença   Nós podemos fazer a diferença Conselheiro Antonio Joaquim Rodrigues Moraes Neto Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e graduando em Direito pela Universidade de Cuiabá (UNIC). Pós-Graduado em Direito do Estado e Administração Pública com Ênfase em Controle Externo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Um dos grandes erros cometidos pela administração públi- ca brasileira é a inexistência tanto de uma política quanto de uma rotina de compartilhamento de experiências. Esse equívoco ocorre inclusive entre instituições que hierarquicamente ou não, direta ou indiretamente, pertencem a uma mesma rede ou estrutura. É o caso, por exemplo, dos 33 Tribunais de Contas existentes no Brasil. Em que pese o fato de serem instituições auxiliares do Poder Legislativo, e constitucionalmente terem a mesma finalidade na União, em to- dos os Estados ou Municípios, elas vivem como se estranhas fossem umas das outras, apesar dos esforços buscando a integração atual- mente empreendidos pelo Instituto de Estudos Rui Barbosa e pela nossa Associação de Membros de Tribunais de Contas, a Atricon. Mas esse intercâmbio ainda é muito raquítico. Sou defensor de uma política obrigatória de compartilha- mento de experiências no setor público. Ela gera economia de di- nheiro do contribuinte, evita desperdício de tempo e acelera o aper- feiçoamento das instituições, de maneira que elas possam oferecer um melhor serviço para a sociedade. Compartilhar experiências tem sido uma prática na instituição a qual pertenço, o Tribunal de Contas de Mato Grosso. Valorizamos e estimulamos essa prática. Tanto que, desde fevereiro de 2008 até o final de 2009, nossa instituição recebeu a visita técnica de representantes de 16 Tribunais brasileiros, além de técnicos do Tribunal Administrativo da República de Moçambique e da Controladoria-Geral do Peru, instância superior ao Tribunal de Miolo_03.indd 11 09/11/2009

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