A era do cidadão
Nós podemos fazer a diferença timento que tenho é o de que, se o Poder Público e as forças políticas tiverem determinação, podemos mudar a realidade de um município, de um Estado e até mesmo do país. Então, o que falta é essa disposição e coordenação no conjunto da estrutura do governo, da República. Esse é o sentimento que tenho! Claro, respeitando a propor- ção de presidir uma instituição em nível de Estado. Mas você percebe que, hoje, o Tribunal de Contas de Mato Grosso, por tudo o que foi feito ao longo desses últimos anos, já é referência no Brasil e para al- guns países. Isso é fruto, sem dúvida nenhuma, das pessoas, das atitu- des, do planejamento estratégico e do compromisso político do Cole- giado e dos funcionários do Tribunal de Contas. Então, o sentimento que me traduz é esse: de você ser capaz. Me lembra o presidente dos EUA, Barack Obama, em seu discurso de posse: “Sim, nós podemos!”. As conquistas alcançadas superaram todas as minhas ex- pectativas. Eu tinha, é claro, uma expectativa grande de dar uma contribuição como gestor, como presidente do Tribunal. Afinal, vou completar 10 anos como conselheiro em abril de 2010. Então, tinha o dever de dar essa contribuição. Mas vejo que nós superamos a in- tenção inicial, tanto pela ousadia de implantar, com simplicidade, projetos como o Geo-Obras – que ampliou a nossa capacidade de fis- calização das obras e serviços de engenharia, inclusive franqueando ao cidadão a possibilidade de ele também atuar como fiscal por meio do módulo cidadão– quanto por decisões políticas como auditar os resultados dos investimentos em políticas públicas. E também por decisões de contratar, sem receio, consultorias para dar velocidade à aplicação e consolidação de projetos. A gestão atuou com certo equilíbrio em três campos: um foco na efetividade da auditoria, um foco na cidadania e outro no diálogo com o cidadão, na nossa comunicação com a sociedade. Destaco o trabalho da auditoria moderna, concomitante, pari passu, que pas- samos a adotar em Mato Grosso. Gosto muito da observação que o conselheiro Valdecir Pascoal, do TCE de Pernambuco, sempre faz so- bre fiscalização concomitante: “Ao invés de você fazer autópsia de um cadáver, você faz biópsia de um ser vivo”. É exatamente isso! Quando você fiscaliza uma decisão já tomada, uma ação já realizada, você está fazendo uma autópsia. E você fiscalizando preventivamente, conco- mitantemente, está fazendo uma biópsia, está tirando um pedaço e dizendo: “Aqui existe uma célula cancerosa e vamos tratá-la”. Miolo_03.indd 13 09/11/2009
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