A era do cidadão

A era do cidadão

Nós podemos fazer a diferença   dania em prática. Neste portal você tem disponíveis as mais variadas e concretas informações para participar. Além do foco no estímulo ao controle social, o TCE-MT apresentou um salto muito relevante no diálogo com o cidadão, na sua capacidade de se comunicar com a sociedade, com o jurisdicio- nado. Com certeza hoje o Tribunal de Contas está mais presente, as pessoas sabem mais sobre o que ele representa, a sua importância e a sua finalidade. Hoje os julgamentos podem ser acompanhados pela internet e pela televisão, existe um fluxo de informações muito gran- de com os órgãos fiscalizados e seus gestores. A decisão foi demo- cratizar o acesso à informação produzida pelo Tribunal de Contas, por entendê-la como fundamental para que todos saibam como foi a gestão dos recursos públicos em Mato Grosso. Afinal, nosso ne- gócio é auditar contas de órgãos municipais e estaduais. O assunto principal, em si, não é o Tribunal, mas como o dinheiro público foi utilizado. Sem comunicação, o órgão perde praticamente toda a sua força, sua capacidade de inserção na sociedade. Mas ainda estamos muito longe, em nível nacional, no conjunto dos Tribunais, do ideal. Eu sempre digo que um dos grandes problemas do Brasil é o analfabetismo político funcional. É uma coisa assustadora, as pesso- as não têm noção de cidadania, não conhecem o Estado, não sabem como funciona o Estado, não participam das coisas da sua cidade. Assumem uma condição de submissão, de subcidadãs. E estou falan- do de pessoas com formação intelectual. Seria inadmissível, até con- tra-senso, você exigir de um ser humano que está lutando para co- mer, para ter um lugar para dormir e morar, atuação e compreensão política plena de cidadania e tempo para participação. Estou falando daqueles que tiveram oportunidades de frequentar uma universida- de, se formar, consolidar-se como empresários ou ocupar cargos com melhor remuneração. A maioria é analfabeta funcional, é alienada, omissa. Isto porque as escolas hoje ensinam as pessoas a serem mé- dicas, engenheiras, mas poucos sabem sobre cidadania. Aprendem a fazer cirurgias, construir pontes, mas não sabem ser cidadãos. Cada vez mais surge uma geração de alienados. Essas pessoas têm que ser resgatadas, precisam dar essa contribuição para a sociedade, partici- pando da atividade política, cobrando dos seus representantes, exi- gindo serviços públicos de qualidade e investimentos na educação e saúde da população. Miolo_03.indd 17 09/11/2009

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