A era do cidadão
A era do cidadão – A experiência do Tribunal de Contas de Mato Grosso essa mesma inquietude trabalhando em assessoria de comunicação, atividade que se utiliza em larga escala de técnica e ferramental jor- nalísticos – mas onde não se pratica jornalismo, pois não ouve o ou- tro lado. Então, em resumo, só me concebo parindo. Parindo sempre, simplesmente. Foi com esse espírito que acorri ao convite do conselheiro Antonio Joaquim, de construção e execução de um projeto de co- municação para o Tribunal de Contas de Mato Grosso. Era o mês de novembro de 2007 (à época já eleito presidente para o biênio 2008- 2009) e ele assumiria o cargo de presidente em 31 de janeiro de 2008. Tivemos três ou quatro conversas preliminares. Nem precisava tan- to. Era a fome se associando à vontade de comer. Adoro desafios, e aquele era mais uma entre as várias oportunidades que surgiram ao longo da minha vida. Eu vinha de experiências recentes em comuni- cação institucional no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e no Tribunal de Justiça. Antes de atender o TCE-MT, tinha passado por um balão de oxigênio de seis meses na Revista RDM e no site RDM online – a redação de veículo de imprensa chama o jornalista para a necessária noção de mortalidade. Antes de discorrer sobre o trabalho e os resultados que moti- varam o artigo para este livro, preciso primeiro falar de Antonio Jo- aquim – pois vejo que a sua personalidade foi decisiva para os resul- tados alcançados na comunicação do Tribunal de Contas. O conheci no final da década de 1980 como um aguerrido e atuante deputado estadual do PDT de Leonel Brizola. A intrepidez em plenário não havia assegurado a reeleição, o que lhe causou uma grande decepção. Tinha feito política, esqueceu de fazer campanha. Mesmo assim, pos- teriormente, conseguiu se eleger duas vezes deputado federal. Per- maneceu pouco em Brasília, pois acabou sendo secretário de Estado de Educação e de Infraestrutura, no primeiro e segundo governos de Dante de Oliveira. Antonio Joaquim reúne muitas qualidades, das quais destaco três: visão, coragem e liderança. Ele tem arguta sensibilidade para en- xergar longe, tem determinação e toma decisões políticas sem medo e puxa a fila, comanda. Acredita sempre que é possível e cobra a ação de sua equipe. É, pois, também, um navegador parturejante. Mas como todo iconoclasta, não tem muita paciência. Quer resultados, e atiça o interlocutor para a agilidade até mesmo em simples diálogo. Miolo_03.indd 30 09/11/2009
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