A era do cidadão
Comunicar é preciso, sempre Trocou a atividade eleitoral pelo Tribunal de Contas acredi- tandoque, na funçãode conselheiro, poderia intervir e contribuirmais efetivamente com a sociedade. Existe um raro componente ideológi- co que o motiva. Apesar do afastamento do eleitor, continua cortejan- do e transpirando essa relação com o cidadão. Viaja cotidianamente na ideia de estimular o controle social, aquele que é praticado dire- tamente pelo povo. Considera seminal de uma revolução o cidadão ter acesso irrestrito à informação. Diz que a informação é a matéria- prima do controle social. E vê, naturalmente, a comunicação como engrenagem essencial desse processo, ao informar e permitir que o cidadão tenha condições de tomar decisões mais abalizadas. Em re- sumo, a sua utopia é o cidadão exercendo o controle do poder público. Pausa rápida para reflexão: entendo que são as utopias que fazem girar as rodas do mundo. A realidade é a obra imperfeita e possível extraída da nossa imaginação, onde todas as engrenagens se encaixam. Em se tratando de um país e de um povo, por que não sonhar os sonhos de Thomas More, de um lugar e uma sociedade equilibrada e feliz? O leitor deve estar pensando, com razão: “os utó- picos se atraem...”. Voltando à conversa ocorrida em 2007, Antonio Joaquim apontou o horizonte, com algumas exigências. Queria algo diferente, porém consistente, efetivo e organizado, e que fosse recepcionado pelo planejamento estratégico já existente no Tribunal de Contas – estatuído para o período de 2005 a 2011, tendo como um dos objeti- vos para o período 2008-2009 a elaboração de um Plano de Comuni- cação. Esperava uma comunicação impessoal e institucional. Queria uma ação voltada para a construção da imagem do TCE-MT, cuja re- putação – ele próprio assim reconhecia – não vinha bem das pernas. E garantia que o trabalho desenvolvido teria todo o suporte político necessário, inclusive nos embates inevitáveis com outros setores da Casa. É necessário assinalar esse ponto: qualquer projeto, em espe- cial na área de comunicação, precisa contar com amplo engajamento da autoridade ou liderança. Principalmente porque vai mexer com culturas na corporação, influenciar condutas e atuar em um aspecto muito em voga na atualidade, porém muito pouco praticado: a trans- parência. O futuro presidente já tinha até o esboço de um slogan para o Tribunal de Contas de Mato Grosso: “Instrumento de Cidadania”. Miolo_03.indd 31 09/11/2009
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