A era do cidadão
Comunicar é preciso, sempre teressados nos vários projetos em execução, além dos Tribunais de Moçambique e Peru. A comprovação dos acertos da gestão ainda pode ser certificada pelo convite que Antonio Joaquim recebeu para ministrar aula-magna na USP para alunos e professores do curso de Gestão de Políticas Públicas, onde narrou as experiências vivencia- das. A ideia geral do projeto está assentada na hipótese de o setor de comunicação atuar tanto em consultoria, assessoria, promoção de relacionamento institucional quanto na criação e utilização de ferra- mentas próprias de mídia, ou seja, de divulgação e interação. Como bem define o velho e bom Dicionário Aurélio, em se tratando de mí- dia, “um conjunto de meios de comunicação, e que inclui, indistin- tamente, diferentes veículos, recursos e técnicas, como, por exemplo, jornal, rádio, televisão, internet, intranet, mural, publicidade etc.”. Noutras palavras, a assessoria de comunicação não ficaria dependente da Imprensa tradicional para dialogar com os diversos públicos. Construiria seus próprios instrumentos – alguns deles já es- tavam em funcionamento desde a gestão anterior – para garantir ver- satilidade e agilidade. A tecnologia permite em larga escala essa nova configuração às assessorias de imprensa, que antes eram focadas ape- nas na produção de releases e relacionamento com a Imprensa. Assim, nesse viés, o primeiro passo foi estabelecer as priori- dades, tanto no aspecto de assunto a ser comunicado e/ou trabalha- do quanto nos mecanismos que seriam utilizados. Sempre associei assunto-base ou temática principal de um trabalho à finalidade da instituição assessora. Por exemplo: se no TRE-MT sempre estive ba- lizado por processo eleitoral – alistar eleitores e realizar eleições –, no TCE a ação seria orientada nesse mesmo sentido. Para que serve o TCE?, foi a pergunta inicial. O que ele deve obrigatoriamente comunicar?, a segunda indagação. Como ele pode e deve se comunicar com os vários públicos? A sessão plenária foi eleita como a expressão máxima do Tribunal de Contas, de onde te- ria que ser extraída a base de toda a comunicação. Nessa cerimônia, que se realiza semanalmente, as contas públicas são analisadas e jul- gadas pelos conselheiros de contas, após as auditorias e preparação dos processos pelas seis Secretarias de Controle Externo, cada uma vinculada a um conselheiro (o presidente, sétimo conselheiro, não recebe carga de processos de contas para relatar). Tudo o que o órgão Miolo_03.indd 33 09/11/2009
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