Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas
16 forma tudo. “O que eu falo assim é que o filho muda a vida de um casal. Nem gosto de ficar usando adotivo. É nosso filho, é nossa filha. Eu sou o pai dela. Silvana é mãe dela. Muda a vida da gente, de tal forma que passamos a ver o mundo de outro jeito. Damos a vida por eles. Tiramos da boca para tentar dar o melhor, mostrar o caminho certo”. Por isso, neste período, Silvana tirou licença-maternidade e depois pediu demissão para ficar mais tempo com a menina. Claiton também estava afas- tado por um mês do trabalho e pôde curtir os primeiros dias de Isadora em casa. O contínuo e intensivo contato com a menina auxiliou aos pais de pri- meira viagem a lidarem bem com as novidades. Entenderam que, com todo o amor e cuidado do mundo, conseguiam transpassar a primeira dorzinha de barriga; o choro no meio das noites; o refluxo, que exigiu um tipo de leite específico; a febre do dente. A impossibilidade de engravidar, confirmada em 2006 após dois anos de casados, despertou no casal a vontade de vivenciar estes momentos de algu- ma forma. Eles escolheram passar por esta fase que exige atenção integral. Eles escolheram vivenciar todo esse ritual e esmero que uma criança desta idade demanda. E foi e tem sido tão bom, que eles já até se esqueceram da longa espera. “Aí não tem nada dos medos que as pessoas tentam colocar na nossa cabeça, nada de negatividade. Não tem nada disso. Só quem vive é quem sabe. A pequena Isadora é protagonista do álbum de fotos do celular do pai
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