Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas

Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas

37 transferidos para outros quartos. Tudo por- que um grupo de indígenas havia chegado procurando guarida e teimaram em esco- lher os quartos já ocupados. Sem hesitar, o hotel remanejou os hóspedes, permitindo que os indígenas ficassem nos quartos ele- gidos. Foi um quiproquó, que só se resol- veu quando a equipe decidiu peregrinar em busca de outra hospedagem. O episódio, inicialmente constrangedor, tornou-se motivo de risos e boas lembran- ças dentre as quais Seu Zeca coleciona em suas andanças pelo Tribunal de Contas. Em 15 anos cortando as estradas do Estado em todas as direções e conduzindo a instituição por mais de 130 municípios, José Benedito Albuquerque Garcia, o Seu Zeca, vê, em di- versos pontos da vida, a sua história pessoal atravessar a sua trajetória profissional. Não tem como ser tão somente motorista: às ve- zes é preciso ser amigo ou um bom ouvinte em viagens que chegam a durar 25 dias. Tudo o que sabe sobre a sua profissão aprendeu com o pai, que viveu e se apo- sentou como taxista. Desde criança, num tempo em que havia muito mais chão e terra batida que asfalto, acompanhava-o em percursos improváveis quando a poeira não permitia ver um palmo à frente do carro. “O que sei de direção devo ao meu pai. Procu- rei absorver tudo o que ele me ensinou e, hoje, tento colocar em prática o que faço e passar para o meu filho. Ele me coloca- va pra ir guiando no colo e viajávamos por estradas de chão. Diante daqueles trajetos, hoje fica fácil dirigir em qualquer estrada”, relembra orgulhoso. Tamanha experiência é fundamental para que toda a equipe do Tribunal de Contas execute as auditorias e os eventos realiza- dos no interior do Estado com segurança, de forma que as funções de fiscalização e orien- tação aconteçam irretocáveis. “Já houve duas situações em que fomos fechados, jogados pra fora da estrada, mas eu consegui voltar. Poderia ter acontecido uma tragédia se não fosse a experiência, mas primeiramente a mão de Deus”, comenta Seu Zeca. Uma carona com o Seu Zeca significa dar um passeio por muitas histórias vivenciadas no interior do Estado

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