Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas

Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas

38 A linguagem quase sempre silenciosa da estrada parece ter se encontrado com a tranquilidade e gentileza com que ele não só guia o volante, mas também conduz sua vida cativando a quem passa por ela. Em dois dedos de prosa, a conversa flui, dan- do a impressão de que nem o trânsito mais tumultuado poderia lhe tirar a paciência. A postura confiante faz com que Seu Zeca seja muito disputado por todo o Tribunal. Atualmente está lotado na Secretaria de Controle Externo de Obras e Serviço de En- genharia. “Eu fico muito feliz porque nun- ca tive problema com as equipes, jamais. Fico orgulhoso deles me aceitarem como condutor. Nunca chegou uma queixa, pelo contrário, nesses anos todos só conquistei amigos. Não tenho o que reclamar”, relata. Aos 59 anos, dos quais 33 foram dedica- dos ao serviço público, Zeca diz que a apo- sentadoria é um evento distante, que ainda não está nos planos. “Gosto de estar no tre- cho, gosto da minha profissão. Já tive opor- tunidade fazer outras coisas, mas é isso que me realiza. A pessoa que não gosta do que faz, não vai fazer um bom serviço”, afirma. O orgulho que sente em ser motorista representa também a admiração que tem pelo Tribunal de Contas, instituição que car- rega consigo simbolicamente no lado es- querdo do peito através de um broche azul de bordas douradas. “Eu faço questão de usar o boton do TCE, é meu orgulho pres- tar serviço a esta instituição. Além disso, é uma forma de me identificar quando estou com o pessoal nas estradas” confirma. Nas inúmeras histórias relatadas pelo servidor, o sentimento de respeito e amor é atraves- sado pela missão de guardar consigo inú- meros causos, relatos e confidências. Sorte de quem puder, um dia, pegar uma carona com Seu Zeca. Publicada na Intranet em 27/9/2016 “Gosto de estar no trecho, gosto da minha profissão. Já tive oportunidade fazer outras coisas, mas é isso que me realiza. A pessoa que não gosta do que faz, não vai fazer um bom serviço” Os “causos” do Seu Zeca nos ajuda a contar a história do TCE

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