Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas

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41 então, a informação ao conhecimento da mãe que imediatamente teve a certeza “é ela a minha filha”. Iza não retornou a Nobres. Ato II – O amor transgressor Com a guarda provisória de Iza em mãos, Dilza e o esposo Carlos Carvalho Bressane foram confiados pelo pai da me- nina, Francisco, a cuidarem dela até que sação traumática de perda da mãe. Iza saiu de um distrito simples de Nobres, para uma casa de luxo no Leblon. Ela, que jamais ha- via sonhado com a possibilidade de conhe- cer o mar, agora morava de frente para ele. O Rio de Janeiro a arrebatou, com sua imensidão e belas paisagens. Aos poucos, a menina foi se adaptando, com o apoio e o esmero de seus pais adotivos. Eles também se tornaram seus pais; e ela sua menina. Na- quela grande cidade, ela teve oportunidade completasse seus 18 anos. O casal que pas- sava as férias em Cuiabá retornou ao Rio de Janeiro com o ideal de auxiliar aquela famí- lia e, em especial, de promover condições ideais para o desenvolvimento da menina assustada, que por um longo período, teve medo de dormir sozinha. Talvez tenha sido grande demais o choque cultural e social que aprofundou ainda mais a recente sen- de estudar numa boa instituição de ensino e, ao longo dos 16 anos que esteve por lá, veio visitar o pai e os irmãos esporadica- mente. Sua vida seguia bem e estruturada. Quando completou seus 26 anos, Iza se sentia plena. Cursava Administração, traba- lhava na Barra e tinha no trajeto a compa- nhia do mar. Estava apaixonada, não só pela vida, mas também pelo namorado Leonar- A superação diária já é um bom motivo para sorrir

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