Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas
45 fotos que compõem esta matéria. O fotó- grafo, Negrini, não familiarizado com o jeito brincalhão de Iza se assusta, mas ela man- da um beijo para ele e quebra o gelo. “Olha lá hein, me deixa magra nessas fotos”, diz com sotaque carioca arrastado, acreditando ingenuamente que as edições nas imagens podem esconder as consequências de sua paixão por cerveja. Hoje, a servidora está leve, mas carrega na pele as marcas de sua história cheia de reviravoltas. Há alguns anos, perdeu o pai e o irmão biológico. Também se foi seu pai ado- tivo. Dilza mora em Cuiabá, com a filha Bia. Hoje esta é a parte da família com que ela mais mantém algum contato. E também têm seus vizinhos, que são mais que seus amigos e auxiliam sempre que possível com o Rafa. Se depender de Iza, alguma outra revi- ravolta para melhor ainda está por vir em sua história. Por ora, e depois de ter tirado a carteira de motorista, seu objetivo é com- prar um carro, para, talvez assim, ter mais liberdade de sair para onde quiser com o filho. Não que ela vá ter coragem de dirigir, mas isso é outra história. Mais para frente, depois da aposenta- doria, quer retornar ao Rio de Janeiro ou a alguma outra cidade litorânea que tenha uma vista tão bonita quanto o Leblon de sua adolescência. Quando estiver por lá, e aí sim, o enredo de sua vida poderá cessar seu clímax e ter um ponto final. Pela última vez, quem sabe. Publicada na Intranet em 20/4/2017
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