Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas
63 conduzir os procedimentos solicitados. “Eu não me deixo abater porque penso que essas pessoas são vítimas da sociedade, não é culpa delas. Também procuro me co- locar no lugar da pessoa, “será que ela teve um bom dia?’”, reflete. Por esta capacidade de se envolver e se adaptar facilmente às situações adversas, acabou recebendo o apelido de “coringa”. Hoje, atua na Secre- taria de Tecnologia da Informação do TCE e, neste segmento de números e cálculos, encontrou-se na área de Suporte para ouvir e auxiliar diretamente as pessoas. Este traço de sua personalidade bem como a capacidade de conquistar e cativar quem está a sua volta se apresentam quan- do ela assume o posto de vocalista à frente da banda de rock “Bisnaga na Cacunda”. A estratégia de negociação com o público é muito parecida: nos primeiros acordes da guitarra e nas notas iniciais que reverberam através do microfone, é preciso conquistar a confiança da plateia para manter a atenção e comprovar a competência da banda em reproduzir, com identidade própria, clássi- cos como Deep Purple e as canções mais contemporâneas de Foo Fighters e Red Hot Chili Peppers. O próprio nome despreten- sioso e não-literal “Bisnaga na Cacunda” já estabelece uma zona de conforto entre o público e os artistas. Enquanto alguns não esperam muito do show, outros chegam junto ao palco casualmente e se surpreen- dem com o resultado musical. Formada em meados de 2013 por um grupo de amigos e amantes de música, a banda, que começou como uma brinca- deira, está amadurecendo e, nos palcos de Cuiabá, vem consolidando o nome pecu- liar, proveniente do sonho de um dos inte- grantes. A primeira performance oficial do grupo só aconteceu em janeiro de 2016, no Malcom Pub. O ar desajeitado da banda foi cedendo espaço para a confiança após um dedo de prosa com o público e o som inicial de “Scar Tissue”. Aos poucos, em cada expe- riência, a banda está se profissionalizando, ajustando os arranjos e harmonizando as partituras. De sua parte, Aline entrou para o coral do TCE, buscando mais conhecimento e técnica sobre a sua voz. Apesar do início espontâneo da banda, o rock na vida de Aline está presente des- de a adolescência. Chegou aos 12 anos, quando ganhou do irmão mais velho o CD “Oops!...I Did It Again”, da Britney Spears. Lembra-se como se fosse hoje da capa bri- lhante em dourado e prata do álbum, mas “Eu não me deixo abater porque penso que essas pessoas são vítimas da sociedade, não é culpa delas. Também procuro me colocar no lugar da pessoa, ‘será que ela teve um bom dia?’ “
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy Mjc3OTE=