Além do Olhar: relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas
77 do Terminal do CPA I, inspirado na trajetória de muitos de seus ídolos, como o Ronaldo Fenômeno. Segundo ele, tudo começou formalmente “como na vida de um garoto normal”, aos seis anos de idade, quando ele e seu irmão gêmeo forammatriculados pela mãe numa escolinha de futebol. De lá para cá, passou por diversas es- colinhas, dentre elas a do Flamengo e do Irapuru, todas em Cuiabá. Por falta de opor- tunidades e incentivo, comenta que nunca tentou profissionalizar o hobby. Nesse período e na adolescência, a paixão pelo esporte rivalizava com os horários de estudo e com os breves momentos em que parava em casa.“Eu saia às 6h pra escola e lá, no intervalo, jogava futebol. Depois, vinha pra casa almoçar e saia pra jogar bola à tarde e à noite. Só voltava pra casa quando dava a hora de dormir”, diverte-se com a lembrança. Para além do amor pelo futebol, o ser- vidor, que está lotado na Secretaria de Pla- nejamento, é fanático por um nome em es- pecial, da equipe do coração: o Corinthians! Nas redes sociais, a admiração é pública e quase todas as selfies cedem espaço para o escudo do time. Por esta paixão, o jovem atacante é con- siderado a “ovelha negra da família”, tanto pelo pai quanto pelo irmão, ambos são- -paulinos roxos. Segundo o servidor, talvez tenha sido esta rivalidade dentro de casa que o despertou para o esporte e, em especial, para o amor ao Corinthians. “Futebol é riva- lidade sadia, é isso que é o gostoso. A paixão e a disputa andam juntas. Na nossa família, apesar das diferenças, acabamos nos tornan- do mais unidos. E, consequentemente, mais apaixonados pelos nossos times”, afirma. Se antes a rotina de peladas nos campi- nhos da cidade era diária, hoje, o servidor teve de aprender a distribuir melhor seus ho- rários: joga toda semana às terças, quintas e, eventualmente, aos sábados,sempre à noite, no Círculo Militar. “Quando eu era adolescen- te, a minha rotina era o futebol. Hoje, se jogo meia hora, acabo lesionando, machucando o joelho, o tornozelo, a canela que são partes que têm mais contato”, pontua. Conforme explica o jogador, com o tem- po, a prática de jogar futebol se tornou mais um meio de sociabilidade, de permitir um hiato no cotidiano de trabalho e estudo in- tensos e numa forma de desculpa para reunir os amigos. “A paixão vai amadurecendo e fica o amor pelo esporte. Você consegue priori- zar outras coisas, conciliar”. Nos próximos 40 anos, comenta que, seja num campinho ou num campo de futebol, imagina-se jogando suas peladas, sem abrir mão da sua qualidade de vida. Sempre recordando um pouquinho daquela tenra felicidade “clandestina”. Publicada na Intranet em 5/8/2016 “Futebol é rivalidade sadia, é isso que é o gostoso. A paixão e a disputa andam juntas”
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