Aprender, compartilhar: síntese das apresentações do 1º Laboratório de Boas Práticas de Controle Externo
168 Aprender, compartilhar e multiplicar: síntese das apresentações do 1º Laboratório de Boas Práticas de Controle Externo na construção de consultas às bases de dados disponíveis, por meio das quais são realizados os cruzamentos de dados, os recálculos das bases e dos valores pagos, e as comparações necessárias, sempre tendo por critérios as disposições legais/ regulamentares que regem a matéria. Para essa finalidade, além de dados eletrôni- cos obtidos por ocasião das auditorias, são utili- zados pela Sefipe, dados originários, entre outros, dos sistemas: • SIGRH 2 e Siape 3 , de gestão de pessoas; • Siggo1, de execução orçamentária, finan- ceira e contábil do GDF; • Receita Federal do Brasil, com dados ca- dastrais de Pessoas físicas e jurídicas; • Rais; • Transparência da União, com dados pú- blicos de cadastro e de remuneração de servidores; • registros de sanções à pessoas físicas e jurídicas aplicadas por órgãos da União e pelo TCDF; • Sirac-Admissão, com registros de admis- são de servidores/empregados efetivos; e 2 Contém dados de todos os órgãos/entidades do GDF, excetuando a PMDF, CBMDF, PCDF, e as estatais e suas controladas: BRB, CEB, Caesb e Terracap. 3 Sistema Federal de Gestão de Pessoal, que processadas as folhas da PMDF, CBMDF e PCDF. • Sirac-Concessão, com registros de atos de Aposentadoria e Pensão do TCDF. TECNOLOGIAS EMPREGADAS As práticas aqui referidas utilizaram o “SAS Enterprise Guide”, acessando bases de dados ar- mazenadas em “SQL Server”, “MySQL”, planilhas eletrônicas e arquivos texto, entre outros. PRINCIPAIS RESULTADOS A disponibilização de forma ágil e com maior riqueza de dados das informações necessárias ao levantamento preliminar de auditoria, permitindo uma adequada análise dos pontos relevantes a serem auditados, inclusive dos indícios de irre- gularidades. Elevação do grau de confiança das conclu- sões emitidas, em face do aumento no volume de testes substantivos realizados, como o observado nas auditorias feitas nas estatais CEB-Distribuição (2017) e Novacap (2018), onde as revisões das bases e dos cálculos da folha de pagamento to- talizaram, respectivamente, R$ 710 milhões (re- lativos a 5 anos) e R$ 1,09 bilhão (relativos a 4 anos), o correspondente a 87,5% e 93,1% do total das folhas de pagamento, nos períodos auditados. A individualização e a quantificação, por servidor/empregado, dos efeitos financeiros dos achados, o que permite ao Tribunal identificar to- dos os alcançados pelas irregulares detectadas, para fins de correção ou averiguação, tal como
RkJQdWJsaXNoZXIy Mjc3OTE=