Aprender, compartilhar: síntese das apresentações do 1º Laboratório de Boas Práticas de Controle Externo
204 Aprender, compartilhar e multiplicar: síntese das apresentações do 1º Laboratório de Boas Práticas de Controle Externo outubro de 2016 e março de 2017. Apesar do empenho dos órgãos em atender as demandas da equipe de auditoria, a situação crítica veri- ficada na segurança pública impôs uma com- preensível dificuldade em relação a verificações in loco dos processos ou mesmo atendimentos de determinadas demandas por informações. A mensuração dos tempos referentes às atividades dos processos impuseram, em razão da precarie- dade de dados e impossibilidade do cruzamento entre os registros existentes, a busca em docu- mentos físicos e posterior inserção de milhares de dados pela equipe de auditoria em planilhas próprias, permitindo parcial mensuração. RESULTADOS O cenário de integração de sistemas de informação encontrado nos órgãos analisados pode ser considerado consequência típica de um histórico de desenvolvimento de sistemas sem uma visão estratégica global. Ficou evidenciada também que não há uma gestão de processos efetiva por parte dos órgãos. Não há uma visão por parte dos órgãos que compreenda todo o trabalho executado para entregar o serviço espe- rado. Isso ficou evidenciado pela necessidade de que a equipe de auditoria fizesse o levantamento de informações do processo, mapeasse o fluxo das atividades, para só então realizar a avaliação na qual foram identificados os problemas relata- dos. A falta de recursos humanos e financeiros no serviço público há tempos tem se mostrado uma realidade. O gerenciamento de processos de negócio se mostra uma das possíveis estratégias para enfrentar esses desafios, pois poderá propi- ciar uma melhoria na prestação dos serviços aos cidadãos com redução na burocracia, diminuição de custos e otimização do uso dos recursos hu- manos. A complexidade das dinâmicas ineren- tes à segurança pública por si se constituiu uma das maiores dificuldades quando se tratou de sua avaliação. Necessitou-se realizar complexas análises de dados precários e não raras vezes incompletos. De outra banda, foram verificadas oportunidades de melhoria quando analisado o processo de prisão em flagrante, o qual não en- volve apenas o Poder Executivo, mas também o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defen- soria Pública. Estabeleceu-se a comparação da situação verificada no estudo de caso à situação paradigma (Ciaca) e, com as adaptações que se fazem necessárias, indicou-se que os princípios podem ser aplicados satisfatoriamente nos atos que consubstanciam a prisão em flagrante e sua revisão judicial. A criação de um Centro Inte- grado de Custódia e Tratamento do Preso e de Atenção à Vítima tem potencial para aumentar
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