Avaliação de controles internos: frotas públicas
116 | Avaliação de Controles Internos: Frotas Públicas – Gabriel Liberato Lopes e Richard Maciel de Sá 4. Custo Operacional do Veículo: Conforme vimos no capítulo anterior, o conhecimento dos custos operacionais é indispensável para o gerenciamento eficiente da frota. Praticamente todas as decisões e estudos técnico sobre processos envol- vendo transporte passam pela avaliação de custos. O custo operacional é formado por custos diretos (fixos e variáveis) e indiretos que incidem sobre o veículo. A partir do cálculo do custo operacional são formados outros indicadores, como o Custo por Quilometro (R$/km) e o Custo por Hora (R$/hora). 5. Horas Trabalhadas com Veículo: As horas trabalhadas correspondem ao período que o equipamen- to de transporte está em movimento ou parado em condição de espera para realizar alguma atividade. A sua periodicidade deve ser mensal. Este indicador tem como finalidade identificar o grau de utilização dos equipamentos de transporte, possibilitar seu controle e otimizar o seu uso na Organização. Ele, ainda, identifica a ociosidade do equipamento de transporte e serve como parâmetro em estudos para dimensionamento de frota. Quando se trabalha com frota contratada, este indicador é uma das variáveis consideradas para o pagamento do serviço. 6. Taxa de Indisponibilidade: Este indicador é uma boa medida para identificar o nível de de- sempenho operacional da frota. Por meio dele, pode-se avaliar a qua- lidade do serviço de manutenção, a necessidade de utilizar veículos reservas e os reflexos da idade da frota na operação. É recomendado para organizações que trabalham com frota própria e sua periodicidade pode ser mensal, semestral ou anual. O cálculo da Taxa de Indisponibilidade considera a relação entre o total de horas paradas de um equipamento de transporte para receber manutenção e o total de horas disponíveis deste equipamento para o serviço no mesmo período. Uma Taxa de Indisponibilidade elevada pode significar inadequa- ção do equipamento de transporte para a atividade que ele está empre- gado, ou deficiência na sistemática de manutenção, ou ainda a operação inadequada deste equipamento. 7. Horas Ociosas: As horas ociosas correspondem ao período de tempo em que equipamento de transporte está totalmente disponível para uso, po- rém não é utilizado. O indicador de horas ociosas é representado pela seguinte relação: Horas Ociosas = Horas Disponíveis - (horas trabalhadas + horas em manutenção)
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