Avaliação de controles internos: frotas públicas
Avaliação de Controles Internos: Frotas Públicas – Gabriel Liberato Lopes e Richard Maciel de Sá | 121 ca, é preciso analisar qual a melhor decisão entre tentar aumentar da vida útil do ET ou substituí-lo. Nesse sentido, segue a interessante observação de Valente et al. (2017, p. 242) sobre a vida útil econômica de um veículo: É preciso ter emmente que a vida útil econômica de um veículo não é algo exato, ine- xorável. Se o cálculo econômico, conforme já foi discutido, resultou em uma vida útil prevista de sete anos, não significa que nesta data o seu veículo vai se desintegrar e lhe dar prejuízos constantes. Há um período de tolerância, como tudo em nossa vida, que o empresário pode usar de forma a programar melhor a renovação. Se ele, se esperar um ano a mais, os custos do veículo não vão disparar de forma incontrolável. Deve-se lembrar, no entanto, que essa folga não deve ser usada continuamente, sem controle [...]. A lição que se pode tirar dessa discussão é: “A empresa de transportes deve plane- jar com cuidado a renovação da sua frota, definindo com antecedência as datas de aquisição de novos veículos e prevendo os recursos financeiros para a operação”. No entanto, não se deve encarar os resultados do cálculo da idade econômica de substituição de veículos como algo absoluto. A empresa deve encarar esses resulta- dos com certa flexibilidade, procurando aproveitar de condições mais vantajosas de preços, descontos, formas de pagamento etc. É oportuno destacar que todos os modelos de renovação da frota possuem limitações. Por conseguinte, o modelo proposto neste trabalho é simples e há limitações, todavia não deixa de ser eficiente no que se propõe. O que importa nesse processo é que as organizações públicas busquem co- nhecer a sua frota a fim de adotarem ummodelo que seja mais adequado, definindo uma Política de Renovação da Frota , a partir de critérios que considerem a vida útil econômica e as condições técnicas dos ETs. Nem sempre um estudo sobre renovação da frota desenvolvido para uma empresa privada ou Organização pública pode ser aplicado a outras, porque as condições de operação (utilização) e os padrões de manutenção dos equipamentos de transporte podem variar muito entre elas, reduzindo ou aumentando a vida útil econômica destes bens. Por isso, é importante que cada Organização defina sua própria política de renovação da frota. 6.3.2 Formação da Frota A frota das organizações públicas, seja própria ou terceirizada, deve ser adequada para prestar satisfatoriamente os serviços à socieda- de. Ocorre que a natureza das atividades públicas é muito diversificada. Há organizações públicas que utilizam a frota apenas para deslocamen- to de pessoal ou de material. Outras, contudo, utilizam a frota para transporte escolar, prestar socorro médico, realizar a coleta de lixo ou executar obras públicas. Nesse contexto, a escolha do ET mais adequado para cada tipo de atividade é fundamental para que os serviços sejam prestados com
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