Avaliação de controles internos: frotas públicas
Avaliação de Controles Internos: Frotas Públicas – Gabriel Liberato Lopes e Richard Maciel de Sá | 131 ITEM DESCRIÇÃO DO RISCO R18 Falta de controle de movimentação (entrada/saída) de materiais no almoxarifado da frota , levando à movimentação de materiais sem o devido registro de entrada/saída nos estoques, com consequente desvio de peças automotivas ou de outros materiais do almoxarifado; impossibili dade de se gerenciar de forma eficiente os estoques de materiais, como, por exemplo, definir o ponto de reposição de estoque, a rotatividade e o custo dos estoques. R19 Não contabilização dos custos operacionais da frota, a partir de um Plano de Contas estruturado para identificar os tipos de despesas e os centros de custos , levando ao des conhecimento dos custos operacionais da frota, com consequente impossibilidade de se avaliar os custos operacionais da frota. R20 Inexistência de cálculo, de análise e de monitoramento dos custos operacionais por ET , levando ao desconhecimento da composição e da evolução dos custos operacionais por ET, com consequente impossibilidade de se avaliar os custos operacionais por ET. R21 Inexistência de indicadores de desempenho , levando à falta de parâmetros para avaliar o de sempenho do Sistema de Transporte, com consequente impossibilidade de se adotar medidas visando otimizar os indicadores com níveis insatisfatórios. R22 Ausência de Política de Renovação da Frota , definida a partir de critérios que considerem a vida útil econômica e as condições técnicas dos ETs, levando à redução da produtividade, da segurança e da economicidade dos ETs após o ciclo de vida útil econômica, com consequente utilização de ETs, após o ciclo de vida útil, em níveis insatisfatórios de produtividade, de segu rança e de economicidade. R23 Inexistência de Plano de Aquisição de ETs , elaborado a partir de critérios de adequação e de dimensionamento da frota, levando à inadequação dos ETs para execução das atividades e em quantidade superior ou inferior à demanda, com consequente operação de uma frota inadequada e mal dimensionada. R24 Não realização de estudo sobre a vantajosidade da terceirização da frota , elaborado a partir de critérios técnicos e econômicos que considerem as vantagens e as desvantagens tanto da frota própria quanto da frota terceirizada, levando à terceirização da frota desvantajosa para a Organização, com consequente prejuízos ao erário. A partir desse conhecimento preliminar dos principais riscos, os auditores poderão decidir quais controles serão avaliados , a exten- são dos exames, e planejará os procedimentos que serão aplicados na realização dos testes de desenho e de efetividade operacional, que consiste basicamente em verificar se os controles estão adequadamente concebidos na proporção requerida pelos riscos, sendo aplicados e se funcionam de maneira contínua e coerente. Como se trata de um primeiro trabalho de avaliação de controles internos na atividade de Gestão de Frotas, optou-se por testar todos os controles instituídos pelos municípios para gerenciar os 24 riscos. A partir desse resultado, será possível elaborar o Índice de Maturidade
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