Avaliação de controles internos: frotas públicas
Avaliação de Controles Internos: Frotas Públicas – Gabriel Liberato Lopes e Richard Maciel de Sá | 93 Todavia, a contratação de serviços de manutenção e aquisição de insumos para a frota permite a utilização de diferentes modelagens de contratação . Esse ponto merece uma análise mais cuidadosa, portanto trataremos o assunto adiante em item específico (5.4.6 Aquisição de peças e serviços 5.4.5Manutenção própria X terceirizada Para decidir entre realizar manutenção própria ou terceirizada, deve-se levar em consideração aspectos relacionados à infraestrutura da Organização, ao mercado fornecedor local e ao custo-benefício de ambas as manutenções. Inicialmente, é preciso realizar uma pesquisa no mercado local de autopeças e de serviços de manutenção para identificar se ele é capaz de atender à demanda total ou parcial da Organização. Caso o mercado local não atenda à demanda, nem total e nem parcialmente, a Organi- zação deverá fazer investimentos para realizar a manutenção própria. Para realizar a manutenção própria, a Organização precisará inves- tir em instalações, equipamentos, ferramentas, pessoal qualificado, con- troles administrativos e em uma estrutura de suprimento de materiais para atender a demanda da frota. Toda essa infraestrutura demanda despesas de custeio e de pessoal para ser mantida, por exemplo, des- pesas com aluguel da oficina, energia elétrica, salários e encargos da folha e treinamento. Diante disso, é fundamental que seja implantado um Sistema de Custos para administrar a oficina própria. Quando há um mercado local desenvolvido, capaz de atender à demanda da Organização, a decisão entre realizar manutenção própria ou terceirizada dependerá de uma avaliação do custo-benefício de cada uma delas. Nesse caso, a pergunta a ser respondida é: qual é o custo homem/hora da manutenção própria e da terceirizada. Destaca-se, também, que há custos administrativos na manuten- ção terceirizada, como aqueles para realizar a licitação e a fiscalização do contrato. Todas estas despesas devem ser sopesados na avaliação de custo-benefício. A situação mais comum nas organizações, tanto públicas quanto privadas, é a terceirização dos serviços mais especializados e a reali- zação de manutenção própria dos serviços mais simples. Nesse caso, o grande desafio da gestão é encontrar a melhor combinação entre a manutenção própria e a terceirizada. Por fim, registra-se que se não existirem controles internos ad- ministrativos adequados e efetivos, não será possível realizar uma comparação de custo-benefício entre a manutenção própria e a tercei- rizada. Sem isso, é bastante provável que os gestores tomem decisões equivocadas no gerenciamento da frota.
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