Manual de Auditoria de Conformidade
TCE-MT Manual de Auditoria de Conformidade – 31 – 7.1 Inspeção física Consiste na verificação in loco da existência física de objeto ou item, bem como de sua qualidade. Essa técnica não serve apenas para confirmar se algo existe ou está onde deveria estar. Serve também para a verificação de atributos de objetos, como, por exemplo, o estado de conservação de um bem, o prazo de validade de produtos e os tipos de materiais utilizados em uma obra. A comprovação é essencialmente visual, sendo reco- mendável sua documentação por intermédio de fotogra- fias. Se o exame requerer uma análise mais aprofundada do objeto analisado, outras técnicas deverão ser utilizadas tais como perícias ou exames laboratoriais. Dependendo do objeto a ser verificado, é importante também considerar o fator surpresa, de modo a evitar pos- síveis manipulações que interfiram na aplicação da técnica. São exemplos da técnica de inspeção física: contagem de estoques, constatação da existência de determinada obra, medição de obra. 7.2 Observação direta A observação direta é uma técnica de coleta de dados ou informações que se utiliza dos sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenô- menos que se deseja estudar. Nas auditorias, observação direta é um método de coleta de informação contextualizada sobre a forma de funcionamento de determinado processo, serviço ou ati- vidade. A técnica possibilita sua aplicação de forma siste- mática e estruturada, valendo-se de roteiros para registro das observações. Enquanto a inspeção física é aplicada para situações estáticas (equipamentos, instalações e infraestrutura em geral), a observação direta é utilizada para situações di- nâmicas (prestação de serviços, execução de processos, execução de procedimentos de controle interno).
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy Mjc3OTE=