Manual de Auditoria de Conformidade
– 86 – TCE-MT Manual de Auditoria de Conformidade referenciadas (provas documentais, comunica- ções processuais, documentos de defesa e outros elementos); correção gramatical, utilização de períodos e pa- rágrafos curtos, simplicidade na construção de fra- ses (sem intercalações desnecessárias de palavras ou orações) e emprego dos sinais de pontuação sem objetivo meramente estilístico; precisão vocabular, privilegiando a utilização de palavras e expressões em seu sentido comum, sem neologismo, regionalismo ou uso de jargões e termos ambíguos, com atenção especial ao cor- reto emprego da terminologia de controle exter- no; limitação do uso de expressões estrangeiras e em latim apenas as de uso comum e que contribuam para a concisão do texto, a exemplo de efeitos ex nunc e ex tunc ; restrição do uso de termos técnicos e expressões em outros idiomas, procurando, quando estes forem imprescindíveis, fornecer informações que evitem dúvidas; omissão de informações desnecessárias, pois o excesso de detalhes pouco relevantes, além de colocar em risco a clareza do texto, demanda es- forço adicional da supervisão. A concisão é o requisito que diz respeito à transmis- são de informações com o uso mínimo de palavras, sem a perda da qualidade da mensagem e sem prejuízo à abran- gência das questões que devem ser examinadas. Requer economia linguística, o que não significa economia de pensamento. Para redigir de forma concisa, cabe ao autor: evitar adjetivações desnecessárias, rodeios, em- prego de pleonasmos e repetições de relatos ou comentários; evitar o uso desnecessário de transcrições, ten- do em mente que esse recurso somente deve ser adotado quando for essencial à compreensão dos argumentos e ao entendimento do raciocínio de- senvolvido no exame técnico; lembrar que textos mais enxutos e claros tornam mais fácil a sua compreensão e refletem posi- tivamente nas fases processuais seguintes e na
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