Manual de Auditoria Operacional

Manual de Auditoria Operacional

| 13 CAPÍTULO I Princípios Gerais De acordo com as Normas Internacionais das Entidades Fiscalizadoras Superiores de- senvolvidas pela Intosai 2 , as auditorias operacionais possuem características próprias que as distinguem das auditorias tradicionais com uma maior flexibilidade na escolha de temas, objetos de auditoria, métodos de trabalho e formas de comunicação. Conforme definido pelas normas, essas auditorias são mais abertas a julgamentos e interpretações e seus relatórios são mais analíticos e argumentativos. Ainda, definem que a auditoria operacional requer do auditor flexibilidade, imaginação e capacidade analítica 3 . Conforme define a Issai 300, as auditorias operacionais oferecem novas informações, conhecimento ou valor ao proporcionar novas percepções analíticas (análises mais amplas ou novas perspectivas); tornar as informações existentes mais acessíveis às várias partes interessadas; proporcionar uma visão independente e autorizada ou uma conclusão ba- seada em evidência de auditoria; e fornecer recomendações baseadas em análises dos achados de auditoria. Essa norma define, ainda, que a auditoria operacional geralmente segue uma das três abordagens: a. uma abordagem orientada a sistemas, que examina o adequado funcionamento dos sistemas de gestão, por exemplo, sistemas de gestão financeira; b. uma abordagem orientada a resultados, que avalia se os objetivos, no tocante a resultados ou produtos, foram atingidos como pretendido ou se as ações e ser- viços estão operando conforme solicitado; c. uma abordagem orientada a problemas, que examina, verifica e analisa as causas de problemas específicos ou desvios em relação aos critérios. 2 International Standards of Supreme Audit Institutions – Issai 300/1.2, 2.2, 2004; Issai 400/4, 21, 2001. 3 Issai 300/1.8, 2004.

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