Manual de Auditoria Operacional

Manual de Auditoria Operacional

Manual de auditoria operacional | TCE-MT | 27 Esses levantamentos incluem a investigação dos objetivos e da estrutura organizacional; das fontes de financiamento; do histórico; dos grupos de interesse e características do ambiente externo e interno; dos processos gerenciais; das bases de dados existentes; do ambiente de controle e das possíveis limitações do trabalho. Durante os levantamentos preliminares devem ser desenvolvidas técnicas de diagnóstico para aprofundar o conhecimento do objeto auditado As principais técnicas de diagnóstico utilizadas são a Análise dos S takeholder s, a Análise Reci , o Mapa de Processos, o Mapa de Produtos, a Análise Swot , o Diagrama de Verificação de Risco, o Inventário de Riscos, o Diagrama de Ishikawa e a Árvore de Problemas . Para esses levantamentos, são realizadas visitas exploratórias com o objetivo de colher infor- mações preliminares. Na sequência, é necessária a elaboração das técnicas de diagnóstico mais utilizadas nas audi- torias operacionais, citadas anteriormente. Destaca-se que podem ser utilizadas outras técnicas, a partir de pesquisa na bibliografia especializada. Deve ser priorizada a utilização de análise de risco com a finalidade de determinar o nível e se esses riscos precisam ser tratados e quais as prioridades de tratamento após considerada a tolerância assumida. Nas técnicas de diagnósticos devem ser consideradas a divergência de opinião entre especia- listas, incertezas, disponibilidade, qualidade e quantidade das informações. 1.1 Visita exploratória A visita exploratória é útil para prevenir problemas no decorrer da execução dos trabalhos, reduzir incertezas, auxiliar na definição dos critérios de auditoria, bem como permitir a obtenção de informações que subsidiarão a elaboração dos instrumentos de coleta de dados. De igual modo, propicia o estabelecimento de boas relações com os gestores, desde o início dos trabalhos, primordial para o sucesso da auditoria. Antes da visita exploratória deve ser agendada reunião em que a equipe de auditoria, acom- panhada do supervisor, apresenta os objetivos do trabalho para o gestor e sua equipe. Nessa oportunidade, além das apresentações das equipes de auditoria e da instituição ou objeto auditado, devem ser explicadas a finalidade, as principais dimensões de análise (economicidade, efici- ência, eficácia e efetividade), as etapas e os prazos previstos para a realização do trabalho de auditoria. Devem ser destacadas a importância da colaboração do gestor e a garantia de sua participa- ção em todas as fases do trabalho, ressaltando-se o envio de relatório preliminar para sua análise e comentários 17 . 17 Informações extraídas do Manual de auditoria operacional do TCU e Normativo da Intosai, Issai 300/Apêndice 4, 2004.

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