Manual de Auditoria Operacional

Manual de Auditoria Operacional

Manual de auditoria operacional | TCE-MT | 51 Por meio dessa matriz é possível verificar, por exemplo, se os achados são suportados por evidências confiáveis e suficientes; se as medidas propostas são adequadas e se incidem sobre as causas dos problemas que se pretende corrigir e se as questões de auditoria foram respondidas. Dessa forma, a matriz de achados contribui para o controle de qualidade, na medida em que auxilia na sistematização e análise dos resultados da auditoria. Segue o detalhamento dos principais elementos que compõem a matriz de achados de uma auditoria operacional. 3.1 Achado de Auditoria De acordo com o normativo da Intosai 38 , quando o critério é comparado com a situação existen- te surge o achado de auditoria. O achado de auditoria define-se, então, como a discrepância entre a situação existente e o critério. São denominadas as situações verificadas pelo auditor durante o trabalho de campo, que se- rão usadas para responder as questões de auditoria. O achado deve conter os atributos de critério, situação encontrada, causa e efeito, conforme descreve-se: a. Critério de auditoria – é o que deveria ser, ou seja, o padrão de desempenho usado para medir a economicidade, eficiência, eficácia e efetividade do objeto de auditoria. Pode ser definido de forma quantitativa ou qualitativa. Atingir ou exceder o critério pode indicar a ocorrência de boas práticas. Não alcançar o critério indica oportunidade de melhoria de desempenho 39 . Exemplos de critério de auditoria: (1) o gestor deve controlar e fazer cumprir os padrões de qualidade conforme estabelecido em contrato de concessão. (Art. 5º, Lei 374/2015); (2) devem existir indicadores capazes de monitorar a universalização da oferta de transporte público 40 ; b. Situação encontrada – é a diferença entre a condição e o critério, ou seja, a situação exis- tente, identificada e documentada durante a auditoria. Exemplos de situação encontrada: (1) deficiência na infraestrutura da rede escolar; (2) deficiência na elaboração, execução e avaliação do Plano de Desenvolvimento Escolar das unidades escolares. c. Causa – é a razão do desvio com relação ao critério e serve como base para as deliberações propostas. Exemplos de causa: (1) ausência de diagnóstico adequado sobre a infraestrutura da rede escolar; (2) defasagem nos valores repassados pelo convênio estadual para o financiamento do transporte escolar. d. Efeito – é a consequência da diferença constatada pela auditoria entre condição e critério. Indica a gravidade da situação encontrada e determina a intensidade da ação corretiva. 38 Issai 300/4.3, 2004. 39 Conceito constante do Manual de Auditoria Operacional TCU, 2010. 40 Matriz de planejamento da auditoria operacional no transporte coletivo urbano, TCE 2016.

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