Manual de Auditoria Operacional

Manual de Auditoria Operacional

TCE-MT | Manual de auditoria operacional 54 | 6 Elaboração da matriz de achados As constatações e informações obtidas durante execução da auditoria, bem como as propos- tas de conclusões, recomendações e determinações, devem ser registradas na matriz de achados. Esse produto visa a compreensão homogênea dos achados e seus elementos constitutivos pelos integrantes da equipe. A Matriz de Achados permite sistematizar as informações relevantes obtidas na fase de execu- ção da auditoria. Com isso, a equipe pode examinar mais cuidadosamente as questões de auditoria, analisando os achados e as evidências para melhor definir as recomendações correspondentes. A matriz também e um instrumento que traz visibilidade para as conclusões da fase de execu- ção da auditoria, útil na apresentação para o painel de referência e para os gestores do órgão ou objeto auditado. Deve incorporar as mesmas questões de auditoria da versão final da Matriz de Planejamento, a não ser que tenham ocorridas mudanças substanciais durante a fase de execução. Nesse caso, a matriz deve explicitar as questões efetivamente investigadas pela equipe. Os seguintes elementos devem compor a Matriz de Achados: situação encontrada, critérios, análises e evidências, causas, efeitos, boas práticas e recomendações e benefícios esperados, con- forme demonstrado no modelo 22. Modelo 21 – Matriz de Achados Situação encontrada Critério Evidências e análises Causas Efeitos Boas práticas Recomendações e determinações Benefícios Esperados Relacionar as principais constatações, obtidas a partir de discrepâncias entre as evidências coletadas na fase de execução e os critérios de desempenho previstos para o órgão ou objeto auditado. (Achados de auditoria) Explicitar o padrão de desempenho usado para medir a economicidade, eficiência, eficácia e efetividade do objeto de auditoria. Registrar os métodos de análise de dados e o seu emprego na produção das evidências. Expor as causas ligadas a operacionalização ou a concepção do objeto da auditoria, bem como àquelas que estão fora do controle ou da influência do gestor. Registrar as consequências relacionadas com as causas e os correspondentes achados de auditoria, evidenciando aos gestores a necessidade de implementar medidas que permitam aprimorar o desempenho do objeto avaliado. Mencionar as boas práticas de gerência levantadas durante a fase de execução, como forma de subsidiar a proposta de recomendação. Dispor as propostas de recomendações alinhadas com as causas dos achados de auditoria. A recomendação deve ter a finalidade de corrigir ou mitigar a origem das deficiências e discrepâncias diagnosticadas pela equipe. Apresentar os benefícios da implementação das recomendações. Fonte: Conceitos do Manual de Auditoria Operacional do TCU (com adaptações a partir do original).

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