Relatório de auditoria operacional: concessão de licenças médicas e absenteísmo de professores do Ensino Fundamental em Cuiabá e Várzea Grande - 2017

Relatório de auditoria operacional: concessão de licenças médicas e absenteísmo de professores do Ensino Fundamental em Cuiabá e Várzea Grande - 2017

Concessão de Licenças Médicas e Absenteísmo de Professores do Ensino Fundamental em Cuiabá e Várzea Grande – 2017 TCE-MT | Relatório de Auditoria Operacional 25 exercício das funções, até a aposentadoria (25 anos) e sem ocorrência de doenças relativas à atividade de docência, seria de 20 horas semanais. 3.2.4 Conflitos entre professores e alunos A análise também constatou, como fator de influên- cia para o surgimento de doenças ocupacionais, a relação conflituosa entre docentes e alunos, semelhante ao que já ocorre em escala nacional. Objetivou-se obter a percepção dos diretores escolares por meio da pergunta: Em sua opinião, eventuais conflitos entre alunos e professores contribuem para o aumento da carga de estresse destes profissionais e para o aumento do número de licenças/afastamentos por motivos de saúde? 83,9% acreditam que os conflitos entre professores e alunos podem influenciar para o surgimento de doenças ocupacionais Ao serem perguntados: Você já sofreu algum tipo de agressão física ou verbal por parte de alunos? 55,3% dos professores entrevistados responderam “ sim ”. Ainda, em entrevista realizada com representantes do Sintep, casos de violência decorrentes dos conflitos entre professores e alunos, dentre ameaças, conflitos e agressões verbais foram relatados à equipe de auditoria. De acordo com profissionais entrevistados, as princi- pais causas para esses conflitos são a indisciplina por parte dos alunos e a falta de interesse no desempenho dos alu- nos por parte dos pais. 3.2.5 Insuficiência de capacitação e infraestrutura para a educação especial Identificou-se na auditoria que a não formação ade- quada para os profissionais do magistério para atender à política de inclusão de alunos com necessidades especiais também favorece as dificuldades encontradas em sala de aula. Quando perguntado aos professores: Você se sente qualificado para lidar com alunos que necessitam de educação especial? 78,9% dos entrevistados responderam “ não ”. Ainda nesse sentido, constatou-se que, na percepção dos gestores das unidades escolares:  a. 54,1% dos respondentes consideram a estrutura de sua unidade de ensino (salas de aula, acessi- bilidade, professores capacitados e sala de re- cursos) inadequada para atender os alunos que necessitam de educação especial;  b. 50,8% dos respondentes consideram que a ina- dequação da infraestrutura para lidar com a edu- cação especial contribui para os afastamentos de professores das salas de aula.

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