Relatório de auditoria operacional: transporte coletivo urbano de Cuiabá e Várzea Grande
19 Relatório de Auditoria Operacional: Transporte coletivo urbano de Cuiabá e Várzea Grande | TCE-MT Deve-se também destacar que o município não conta com pesquisas que possibilitem o conhecimento abrangente da necessidade de transporte na cida- de nem com metodologia para identificar as demandas potenciais ou reprimidas de passageiros. Constatou-se que Cuiabá não possui uma pesquisa origem-destino ou ou- tros estudos atualizados acerca do tema. A última pesquisa foi realizada em 2005 e, segundo os especialistas consultados pela auditoria, tem validade de 10 anos. Demonstra-se, portanto, desatualizada como ferramenta auxiliar à tomada de decisão. A pesquisa origem-destino é um trabalho de escopo amplo e detalhado sobre a mobilidade. Trata-se de uma importante ferramenta para auxílio no ge- renciamento da oferta, pois pode demonstrar as necessidades de locomoção da população estudada. Ademais, as empresas concessionárias não fornecem estudos periódicos da demanda. Esses documentos auxiliariam a gestão municipal no conhecimento da demanda nas diversas localidades e períodos do dia. Do mesmo modo, observa-se que o procedimento de acompanhamento da demanda não ocorre de forma sistematizada, haja vista não existiremmecanismos e indicadores específicos estabelecidos, normatizados e efetivamente aplicados. Evidencia-se, portanto, que as ferramentas utilizadas pelo município não são representativas e encontram-se desatualizadas. Essas fragilidades trazem risco de decisões baseadas em informações impre- cisas sobre a oferta de transporte. Há o risco de definições inadequadas e incom- pletas que provoquem apenas ações pontuais e reativas sobre a demanda. Panorama identificado emVárzea Grande Achado de auditoria: Ausência de procedimentos para acompanhamento da demanda; ausência de indicadores específicos para gerenciamento da oferta de transporte; e ausência de estrutura mínima para execução dessas atividades. As evidências coletadas demonstram a ausência de mecanismos para geren- ciamento da oferta. Na realidade atual, a falta de estrutura (física e de pessoal) im- pede a execução das atividades de gerenciamento da oferta e provoca decisões sem fundamentação objetiva. Inexiste metodologia, critérios objetivos, consolidação de dados ou contro- les sobre alterações da oferta de transporte. Em razão das evidências coletadas,
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