Resultados do Plano Anual de Fiscalização 2017-2018
Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso 69 O resumo da auditoria realizada pelo TCE-MT pode ser encontrado no livro Governança de Tecnologia da Informação da Secretaria de Estado de Fazenda , assim como acesso ao inteiro teor da relatório técnico e demais documentos do processo 4.2.5 Tecnologia da Informação 4.2.5.1 Tribunal avalia Governança de Tecnologia da Informação no âmbito da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso A informação é um recurso primordial para todas as instituições, de modo que a Tecnologia da Informação (TI) se tornou uma ferramenta fundamental de negócio. As despesas comTI podem representar uma proporção significativa dos gastos de recursos financeiros e humanos de uma organização, no entanto, o retorno desse investimento pode não ocorrer devido ao uso da TI desalinhado ao contexto geral do negócio. Atingir excelência operacional por meio da aplicação eficiente e confiável da tec- nologia, manter os riscos a um nível aceitável e otimizar os custos dos serviços são alvos da governança de TI que devem ser perseguidos para o bom aproveitamento dos recursos públicos. No intuito de colaborar com a Administração Pública, de forma a identificar opor- tunidades de aperfeiçoamento na Fazenda Pública, a auditoria 19 realizada pelo Tri- bunal examinou se a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) adota práticas de governança para avaliar, gerenciar e monitorar o uso da Tecnologia da Informação no âmbito da instituição. A avaliação foi realizada com base em normas e boas práticas relacionadas ao tema e executada por meio de pesquisa eletrônica e análise documental. Também foram realizadas reuniões com a Coordenação de Tecnologia da Informação (Coti) no intuito de alinhar entendimentos. Constatou-se que as práticas de governança corporativa não foram plenamente definidas e implementadas no âmbito da instituição, o que impactou diretamente a implementação das práticas de governança de TI. Foram identificados: insuficiência de diretrizes com o objetivo de dirigir a atua- ção da TI com foco na entrega de resultados para a instituição; ausência de plano estratégico de TI; inexistência de estudo de dimensionamento da força de trabalho necessária para o setor de tecnologia da informação, bem como ausência de plano de capacitação de profissionais de TI; falhas na gestão de riscos de TI, nos processos de segurança da informação, na execução de processos de gestão de serviços de TI e no gerenciamento de projetos de TI. A reduzida maturidade da governança de TI da Secretaria de Fazenda nos tópicos analisados expõe a instituição a riscos. Em especial, aos riscos de priorização de inves- timentos emTI que não estejam alinhados às necessidades do negócio, ao desperdício de recursos financeiros, ao gerenciamento ineficiente de recursos de TI, a restrições ao crescimento do negócio institucional, à indisponibilidade de serviços públicos provi- dos com uso de TI e a falhas de segurança da informação. 19 Processo nº 151.203/2017. Acórdão nº 483/2017-TP.
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