Revista TCE - 12ª Edição

Revista TCE - 12ª Edição

122 Artigos Científicos como torná-la sensível às necessidades de uma estratégia dinâmica de informação. É primordial definir a informação correta em tempo hábil e no local adequado, bem como os investimentos em tecnologia da informação. Na visão de Cândido et al. (2005, apud PRUSAK; MCGEE, 1994), as de- ficiências informacionais mais comuns encontradas nas organizações são fluxos de informação inadequados e o desco- nhecimento da informação como uma ferramenta de apoio ao desenvolvimento de ações cotidianas. Assim, buscou-se dar maior parametrização do site www.tce. mt.gov.br ao planejamento estratégico. Para Davenport e Prusak (1998, p. 66), são admissíveis os seguintes pressu- postos já aceitos: que o nível estratégico deve gerenciar a informação de forma in- tegrada, a fim de usá-la no momento da tomada de decisão; que, para assegurar sua sobrevivência, crescimento e evolução, uma organização não pode se descuidar da sinergia entre os diferentes setores, bem como do compartilhamento da informa- ção gerada internamente, visando a fluxos dinâmicos e acessíveis; e, por fim, que é indispensável que sejam utilizadas ferra- mentas de apoio à gestão estratégica da in- formação, de modo que possam contribuir para a seleção e filtragem da informação mais adequada à tomada de decisão. Para que uma organização consiga adotar uma estratégia eficaz de gestão da informação, é necessário que ela desen- volva algumas atividades, entre as quais (CÂNDIDO et al., 2005): Prospectar/monitorar a informação (cap- tação/coleta/aquisição, seleção/filtragem); tratar a informação (análise, interpreta- ção, transformação, agregar valor); comu- nicar a informação (circulação, difusão disseminação, transferência, mediação); e usar a informação (compartilhar/sociali- zar, retroalimentar o sistema). 2.1 O governo eletrônico e os desafios da inovação organizacional As transformações ocorridas na ges- tão governamental, passando de uma gestão burocrática para gerencial, impul- sionaram os governos a buscar melhorar os canais de comunicação com a socie- dade, utilizando a tecnologia a seu favor. Ao inserir informações e serviços on- -line, via web, foi introduzido o concei- to de governo eletrônico ou e-governo. Esses recursos permitem que os cidadãos acessem informações e serviços governa- mentais de acordo com as suas necessi- dades. Ainda, é possível que o cidadão participe da vida pública por meio das tecnologias, fomentando a democracia (MACIEL, 2008). Todavia, o que parece simples, não tem sido tarefa fácil para as instituições públicas, pois reunir, administrar e ofere- cer informações e serviços eletronicamen- te requer renovação de atitudes, tais como mudança na política de comunicação, quebra de paradigma, mudança cultural, e investimentos em tecnologia e pessoas. O governo, no entanto, tem sido lento em se ajustar a esses novos paradigmas de abertura e interação. Desde então, o governo tem traba- lhado questões como a transparência, visibilidade, divulgação de informações e ampliação de serviços, visando à me- lhoria do acesso ao governo por meio da otimização de uso da web. Entretanto, o grande volume de informação que as instituições públicas têm disponibiliza- do dificulta a compreensão, em especial por causa da desorganização visual do site público, que não fomenta o exercício da cidadania e tampouco gera interesse social pelo acompanhamento dos atos da gestão pública. Segundo Maciel et al. (2005), o go- verno brasileiro tem disponibilizado ser- viços na web, todavia, estes não têm sido projetados com vistas a atender às neces- sidades dos cidadãos. Hoje, não existem diretrizes para construção e avaliação de sítios de e-Gov universalmente aceitas. O governo de cada país segue determinados padrões e cria suas normativas. A pouca maturidade na adoção de um planejamento estratégico, aliada à re- sistência à mudança que os gestores têm em relação ao ato de planejar, é o grande desafio que os governos enfrentam para reunir, administrar e oferecer informa- ções e serviços, o que representa uma séria ameaça ao amadurecimento da democra- cia no Brasil. É uma realidade que a adoção con- tínua de TICs na prestação de serviços governamentais tem levado diversas instâncias do Estado a adotar portais nas redes eletrônicas. Conforme já mencionado, com a institucionalização desses portais faz-se necessário o acom- panhamento periódico sobre a sua efe- tividade em relação a seu público-alvo. A necessidade de avaliação constante e os devidos ajustes são de suma impor- tância para que os portais cumpram o propósito de informar e garantir a plena transparência na execução das políticas governamentais. Quando do advento do Programa de Governo Eletrônico brasileiro, fo- ram apresentadas as seguintes propostas: transformação das relações do governo com os cidadãos, empresas e também entre os órgãos do próprio governo, de forma a aprimorar a qualidade dos ser- viços prestados; promover a interação com empresas e indústrias; e fortalecer a participação cidadã por meio do acesso à informação e a uma administração mais eficiente (BRASIL, 2000). Com o propósito de alinhar-se a es- tes preceitos, o Programa de Governo Eletrônico do Brasil passou a incorporar em portais governamentais diferentes formas de prestação de serviços aos cida- dãos, conforme informações do Ministé- rio do Planejamento e Gestão (BRASIL, 2011b). O objetivo central foi garantir ao cidadão a melhor forma possível de acesso aos serviços e informações. Para tanto, desde então, todo conteúdo a ser disponibilizado nessas interfaces precisa ser planejado e estruturado considerando as necessidades do cidadão e respeitando as particularidades da população benefi- ciada, suas condições e meios de acessos à internet. 2.2 Métrica e avaliação dos websites corporativos dos Tribunais de Contas brasileiros Dentro de tal contexto, foi realizada a avaliação dos sítios e portais corporati-

RkJQdWJsaXNoZXIy Mjc3OTE=