Revista TCE - 1ª Edição
Cultura Regional 22 Arte do barro na palma da mão O Tribunal de Contas de Mato Gros- so promoveu no dia 4 de junho a primeira mostra de arte regional com a exposição ‘São Gonçalo Beira Rio – a Arte do Barro na Palma da Mão’. Com essa realização, organizada pela Coordenadoria de Apoio Humano, o TCE cumpre uma das metas do Plano Estratégico, transformando ativi- dades culturais em alternativas para elevar o nível de satisfação dos servidores com a qualidade de vida no trabalho. Além de va- lorizar a diversidade da cultura regional. A solenidade de abertura da mostra de artesanato foi animada pelas apresentações do Coral do TCE e do grupo de siriri ‘Flor Ribeirinha’. Dançado por homens e mulheres de to- das as idades, o siriri é uma das expressões mais populares do folclore mato-grossense. A coreografia é bastante variada, mesclan- do ritmos musicais na interpretação de composições simples e bem humoradas falando da vida cotidiana. Os instrumen- tos musicais usados no acompanhamento da dança são a viola-de-cocho, o ganzá e o mocho ou tamboril. Cantadores, tocadores e dançarinos cantam em coro, num espetá- culo bastante colorido e alegre. A representante cultural da comuni- dade e coordenadora do grupo de dança, Domingas Leonor da Silva (53), afirma que tudo na comunidade é feito e idealizado pelos próprios ribeirinhos. “O barro, com o qual são produzidas as peças artesanais, Grupo de siriri se apresenta durante mostra de arte regional no TCE Artesanato, uma particularidade do ribeirinho de São Gonçalo Siriri como forma de revitalizar a identidade cultural é colhido e preparado manualmente com técnicas particulares. As coreografias e as letras das músicas também são de nossa autoria. Tudo é pensado e feito por nós com os recursos naturais de que dispomos. É assim que vivemos”, disse. Formada por cerca de 350 famílias, a Comunidade São Gonçalo Beira Rio man- tém traços culturais essencialmente cuia- banos, tendo o artesanato e a pesca como principais meios de subsistência. Dançar siriri, pescar e transformar barro em peças de arte e utensílios são atividades que revitalizam a identidade do povo de São Gonçalo Beira Rio. Atra- vés dessas práticas o ribeirinho reproduz costumes e reverencia a memória de seus ancestrais.
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