Revista TCE - 3ª Edição

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183 Artigos As informações devem ser planejadas antes de serem disponibilizadas na Inter- net. O século XXI inicia com uma ampla proposta de conectividade, de preocupa- ção com conteúdos, e com o perigo de manipulação antes de serem disseminados aos públicos mais diversos. No âmbito da esfera pública, as atividades de informação estão se intensificando cada vez mais, que de uma forma genérica podemos caracteri- zar a partir dos seguintes pressupostos: a tecnologia suportará a ampliação • de acesso às informações pela so- ciedade, assim como possibilitará a convergência de diferentes tipos de informação (texto, vídeo, gráfico etc.), os quais poderão ser disponi- bilizados de acordo com o conheci- mento de cada grupo; a intenção de que a disponibilidade • da informação/conhecimento possa fortalecer a democracia; a consciência de que a informação, • para ser acessível, deve ser organiza- da e gerenciada; a consciência de que as necessidades • de informação se tornam mais com- plexas e dependentes de múltiplas fontes – considerando a avaliação e a qualidade serem fatores essenciais para o processo decisório; a rápida substituição de tecnologia • desafia tanto os que conhecem um pouco o assunto quanto os especia- listas da informação, em termos de domínio. Ponderando sobre o exposto, percebe- se a crescente preocupação do governo e da sociedade com o tema “informação”, seja pela adequada coleta e preservação do conhecimento, seja pela preocupação de agregar valor à informação e ao conhe- cimento, dependendo de ambientes que passam a promover a geração e o compar- tilhamento de conhecimento. Entretan- to, muitas dúvidas ainda pairam sobre o tema “informação”, pois muitas pergun- tas ainda continuam sem uma resposta, quais sejam: definir o que é relevante para o cidadão, como gerenciar a informação de forma efetiva, ética, célere e crítica para atender a um universo de usuários tão heterogêneo. A forma como o atendimento ao cidadão é prestado pelo poder público pode resultar em novos padrões de com- portamento da sociedade ou fortalecer tendências, dependendo de como os ser- viços de atendimento são ofertados. As instituições públicas devem estimular a coletividade nos processos sociais, caso contrário correm o risco de criar relações individualizadas. O desenvolvimento de portais é en- tendido como um fenômeno multidi- mensional, uma inovação tecnológica e de política pública, que estabelece o re- lacionamento entre governo e sociedade, portanto trata-se de um fenômeno tecno- lógico, organizacional e político. Ele refle- te as escolhas dos gestores por intermédio de direitos ligados ao acesso aos serviços públicos, acesso à informação e à partici- pação na gestão pública. Por conseguinte, a identificação da contribuição dos portais ao desempenho do controle externo do TCE-MT, do ponto de vista tecnológico, depende da adequada interação entre três elementos: interface disponível para os usu- • ários, em termos de facilidade de uso, estruturação, integração e co- erência dos links ; conteúdos oferecidos; • padrões de acesso ao portal, em • termos de velocidade, capacidade, confiabilidade e adequação às ne- cessidades dos usuários. Estruturação de políticas de Tec- nologia da Informação para atender as demandas por avaliação dos resultados das políticas públicas A tecnologia da informação tem sido, até agora, uma produtora de dados, em vez de informação, e muito menos uma produto- ra de novas e diferentes questões estratégi- cas. Os executivos não têm usado a nova tecnologia porque ela não tem oferecido as informações de que eles precisam para suas próprias tarefas (DRUCKER apud SOUZA, 2003). No sentido de buscar a eficiência e eficácia da avaliação das políticas públicas e mediante missão constitucional dos Tri- bunais de Contas, fundamentada no con- trole e acompanhamento dos resultados e das metas estabelecidas no Plano Pluria- nual (PPA), é imperiosa a continuidade do processo de modernização, sustentada sobre um conjunto de políticas integradas de TI que sistematize e estruture o fluxo de informação e de conhecimento nas re- lações entre TCE-MT, instituições afins e sociedade, orientada para a formação de rede de processos A avaliação, ou análise dos resultados é uma das etapas necessárias para o conhe- cimento da situação atual dos processos. O processo de avaliação deve utilizar as modernas ferramentas de TI. Entretanto, faz-se necessário o conhecimento e orga- nização dos fluxos de trabalho antes mes- mo da utilização das ferramentas de TI. Medir e avaliar os resultados requer responsabilidade e não se usa a intuição para tal. O processo de medir tem como produtos os indicadores de desempenho ou resultado, que, dentre suas proprieda- des, destacamos: comparabilidade, rastre- abilidade, simplicidade, eficiência, eficá- cia e sobretudo que seja sistematizada. Para que se tenha êxito na viabiliza- ção de um software que acompanhe os trabalhos de análise e avaliação, é fun- damental ter como visão os seguintes preceitos: indicadores de resultado e apropriação dos indicadores concebi- dos, ambiente de modelagem e gestão de processos, ambiente de integração de sistemas com o workflow , devido ao fato de termos resultados provenientes de vá- rios sistemas e desenvolvidos em épocas diferentes, com tecnologias diferentes, pois existe a dificuldade de um sistema dialogar com outro. Considerando que algumas institui- ções possuem grande variedade de dados oriundos das mais diversas fontes, arma- zenados em banco de dados, cabe uma reflexão sobre o futuro da tecnologia da informação no setor público. É recomen- dável planejar no sentido de minimizar o tempo para coletar informações relevantes para a sociedade, automatizar o processo de transformação de dados em conheci- mento e utilizar ferramentas de análise para auxiliar no processo decisório, por meio de benchmarking .

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