Revista TCE - 3ª Edição
Espaço Cultural 17 Tributo à cultura mato-grossense Num convite às manifestações cul- turais, o Tribunal de Contas de Mato Grosso abriu, no começo de novembro, as portas do Espaço Cultural Liu Arruda. Equipado com o mais moderno aparato audiovisual, o espaço multimídia é desti- nado à população em geral e leva o nome daquele que é considerado um dos maio- res artistas do Estado. Com 180 poltronas, o local passa a abrigar eventos como mostras de cinema, espetáculos musicais, peças de teatro e também exposições. Mais que um tributo ao lendário Liu Arruda, o espaço recém- inaugurado representa uma homenagem permanente do TCE à cultura mato-gros- sense, em suas múltiplas manifestações. O local escolhido para abrigar o Espa- ço Cultural é o antigo plenário do Tribu- nal, numa área total de 380 metros qua- drados. A reforma incluiu a construção de um hall de entrada, com acesso ao públi- co externo, e ainda a instalação de todo o aparato de áudio, vídeo e iluminação que confere ao espaço tudo o que há de mais moderno em tecnologia. O investimento ultrapassa os R$ 700 mil, custeados integralmente pelo Banco do Brasil, por meio de convênio celebra- do com o TCE no ano passado. Já o pro- jeto é assinado pelo escritório de arqui- tetura Harmonia Acústica, de São Paulo, renomado pela construção de teatros em grandes centros do país. Toda a concepção e execução do pro- jeto envolveu uma equipe de mais de 30 pessoas, incluindo servidores do TCE, arquitetos, engenheiros e trabalhadores, tudo acompanhado de perto por artistas e produtores culturais do Estado, consul- tados pelo Tribunal de Contas. “Escutamos muitos artistas e produ- tores locais, que nos deram várias suges- tões. Todos eles adoraram o projeto, que abriga o que há de melhor no mercado em tecnologia. Mas o melhor de tudo é o es- tímulo à cultura, voltado tanto aos servi- dores quanto para a população em geral”, destaca o coordenador de Administração do TCE, Marcelo Catalano Corrêa. O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Antonio Joa- quim, ressalta que a abertura do espaço vai além do atendimento a uma demanda so- cial tão importante como a cultura. “Pre- cisamos lembrar que há um dispositivo na Constituição Federal que torna obrigatório o estímulo à cultura. O TCE está fazendo sua parte, com o objetivo de incentivar o acesso à cultura, à expressão artística e à descoberta de novos talentos”. O artista Elonil Arruda, conhecido como Liu Arruda, é considerado o artista mais po- pular da cultura mato-grossense, mesmo após uma década desde a sua morte. Co- nhecido pela irreverência na criação de quase 40 personagens ao longo da carreira como ator, Liu ensinou à cuiabania a rir de si mesma, sem deixar de valorizar seus próprios traços culturais. Debochado nos palcos, ele deu vida a criações como a hilária Comadre Nhara, famosa no imaginário popular. O come- diante morreu em 24 de outubro 1999, deixando uma lacuna no cenário artístico de Mato Grosso que, para muitos, dificil- mente será preenchida. Fachada do Espaço Cultural Liu Arruda na noite de sua inauguração. A ante-sala do Espaço Cultural:“Quem nasceu para o palco só podia virar nome de teatro”.
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