Revista TCE - 6ª Edição

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183 Artigos Valdir Cereali Auditor Público Externo vcereali@tce.mt.gov.br Determinação de amostragem em exames de auditoria utilizando-se de métodos quantitativos to mais negativa for a análise do grau de segurança oferecido pelos controles inter- nos utilizados pela entidade, maior deverá ser a quantidade da amostragem em que o auditor realizará os exames. Inversamen- te, quanto mais confiável for a qualidade dos controles internos, menor será o uni- verso a ser examinado. A Auditoria difere de uma perícia, pois esta analisa integralmente os fatos e operações, para determinar com precisão os dados reais. Efetua um levantamento das normas e procedimentos (formais e informais) adotados e praticados pela Entidade, avaliando a qualidade e a segurança do sistema de Controles Internos, através de entrevistas e fluxogramação do sistema operacional em vigor e os praticados efe- tivamente. Controles Internos compreendem o conjunto coordenado de métodos e me- didas para salvaguardar o patrimônio da empresa, verificar a exatidão dos dados, promover a eficiência operacional e admi- nistrativa, tendo como objetivos: • a comprovação da veracidade das informações e relatórios financei- ros e operacionais; • a prevenção de fraudes; • a localização de erros e desperdícios; • o estímulo à eficiência do pessoal, mediante o acompanhamento atra- vés de relatórios; • a salvaguarda de seus ativos. O processo auditorial inicia-se pro- priamente com o planejamento da au- ditoria, após o levantamento de infor- mações sobre o negócio da Entidade, peculiaridades e grau de complexidade operacional, volume de operações, se- 1. Introdução A utilização de métodos quantitati- vos pelos profissionais da área de audi- toria vem se expandindo rapidamente, com os mesmos deixando de usar apenas a chamada “experiência ou julgamento profissional” para estabelecer o tamanho da amostragem do objeto de análise dos exames de auditoria a realizar-se, fato muito comum até recentemente. Segu- ramente, este fato deu-se em decorrência dos avanços tecnológicos ocorridos em alta velocidade em um passado recente, com o consequente acesso facilitado para a utilização de softwares específicos, que servem como ferramenta auxiliar para os profissionais. Já é possível e desejável que se faça o uso de técnicas científicas para o cálculo das amostragens visando à elabo- ração de um trabalho mais qualificado e consistente tecnicamente, recomendando que devem ser complementadas pela per- cepção do profissional, com base em sua experiência profissional. 2. O processo de Auditoria O produto do exame de Auditoria vem a ser a emissão de um Parecer pelo auditor, onde o mesmo expressa sua opi- nião sobre o objeto de análise (patrimô- nio, procedimentos, gestão), que pode ser as demonstrações contábeis como um todo ou de algumas áreas específicas, como receitas, despesas, imobilizado, es- toques, etc. Portanto, trata-se de um jul- gamento efetuado com base em amostra- gens representativas do universo de cada área analisada. O parâmetro que norteia os trabalhos do profissional da Auditoria é o nível de segurança que o sistema de controles inter- nos adotado pela Entidade oferece. Quan-

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