Revista TCE - 6ª Edição

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184 Artigos guindo as normas aplicáveis ao setor e outras práticas indicadas para a atividade, onde são considerados todos os fatores re- levantes na execução dos trabalhos, como o setor de atuação da empresa, entre ou- tros aspectos, destacando-se o conheci- mento detalhado do sistema contábil e de controles internos da Entidade e seu grau de confiabilidade; os riscos de auditoria (possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre o objeto analisado); e a natureza, a oportunidade e a extensão dos proce- dimentos de auditoria a serem aplicados. Podemos entender que os procedi- mentos de auditoria tratam das técnicas utilizadas para realizar os exames (como inspeção física, observação, cálculos ma- temáticos, confirmações internas e ex- ternas, etc.), através de provas seletivas, testes e amostragens, cabendo ao auditor determinar a amplitude dos exames ne- cessários para a obtenção dos elementos de convicção necessários para fundamen- tar sua opinião. Para verificar o nível dos controles in- ternos, o auditor deverá: • identificar todas as normas e pro- cedimentos adotados formalmente pela entidade; • verificar se o sistema identificado está sendo seguido na prática; • avaliar as possíveis falhas e erros identificados de imediato; e • determinar a amplitude dos pro- cedimentos de auditoria a serem utilizados. Na maioria das vezes, o auditor esta- belece um percentual das amostragens, objeto dos exames apenas pelo seu jul- gamento, experiência, etc., sem utilizar outras ferramentas auxiliares, que deem maior sustentação e credibilidade ao seu trabalho, seja em termos de consistência técnica, seja, sobretudo, no caso de ser ne- cessário fundamentar a qualidade de seu trabalho perante entidades normatizado- ras da profissão ou legais. É interessante um método já dissemi- nado na área (Quadro 1), que estabelece um peso para a avaliação dos controles internos, em uma escala de zero a oito, e do volume dos testes a serem aplicados, de dois pontos, totalizando dez. Se a nota da avaliação dos controles internos for 8,0 (oito), a quantidade dos testes a serem efe- tuados será 2,0 (dois), equivalente a 20% (vinte por cento) do universo do objeto a ser auditado. Caso a nota seja 7,0 (sete), o volume dos exames será 30% (trinta por cento), e assim sucessivamente. 3. Determinação da amostragem estatística Nos livros de auditoria publicados, não existe um padrão que sirva como parâmetro para a determinação da amos- tragem estatística. O que se constata é que a sua quase totalidade é muito su- perficial, não oferecendo alternativas para o auditor calcular a amostragem sem que ele não tenha que consultar li- teratura que verse especificamente sobre métodos quantitativos ou matemática aplicada. A respeito de amostragem estatística, Attie (1998, p. 63) diz: Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados, o auditor pode empregar técnicas de amostragem estatística. Crepaldi (2000, p. 184) incentiva a adoção de um teste matemático, nomi- nando vários tipos de testes, como teste exploratório, números aleatórios, sem todavia demonstrar sua aplicação. Men- ciona que “o teste estatístico permite projetar seu resultado dentro de certos limites de aceitabilidade e confiança, criando bases profissionalmente defensá- veis do auditor”. 3.1. Estratificação Jund (2001, p. 267) menciona os fatores que devem ser levados em consi- deração para determinar ou calcular uma amostragem: • População objeto da amostra; • Estratificação da amostra; • Tamanho da amostra; • Risco da amostragem; • Erro tolerável; e • Erro esperado. Um aspecto importante é a estrati- ficação – separação dos dados em clas- ses ou extratos –, que deverá preceder a aplicação do teste adotado. Esta técnica é importante quando os dados apresen- tam extremos acentuados, ou seja, dados não-uniformes, como períodos de tem- po longo ou valores grandes e pequenos. Exemplo: • Estratificar as contas a receber en- tre os valores de R$ 100,00 até R$ 1.000,00; entre R$ 1.001,00 até Avaliação do sistema de controle interno e volume de testes Fonte: CREPALDI, 2000, p. 200. Avaliação dos Controles Internos 8 . 7 . 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 . . . . . . . . . . . Volume de testes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

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