Revista TCE - 6ª Edição

Revista TCE - 6ª Edição

186 Artigos auditor tem da Entidade a ser au- ditada, decide-se aceitar um erro padrão de 2. • Efetuando uma amostragem ale- atória de 30 despesas pagas, foi calculado o desvio padrão dessa amostragem, obtendo-se o valor de 23. • Com base na avaliação da qualida- de dos controles internos, o audi- tor determina que tenha um grau de confiança de 95%. O total de amostras que preenchem as premissas é de 508 despesas pagas que de- verão ser examinadas, considerando que o exemplo foi definido como se porven- tura se tratasse de uma população inteira. Caso fizesse a estratificação de uma popu- lação, deveria ser calculada uma amostra- gem para cada extrato ou classe. Poderia também ser de um extrato ou classe, po- dendo alterar as variáveis, como nível de confiança, desvio padrão ou erro aceitável mediante teste de uma amostragem alea- tória de cada classe. Sobre a quantidade determinada pelo cálculo matemático, o auditor efetua uma avaliação da adequação do número através da consideração de fatores subje- tivos, para definir com maior segurança a amostragem que será objeto do exame de auditoria. 4. Considerações finais Verificamos que a aplicação de mé- todos quantitativos para calcular a amos- tragem estatística e determinar o total de amostras que o auditor deve analisar é uma ferramenta auxiliar de grande valor para o auditor, principalmente por ofere- cer sustentação e dar credibilidade ao seu trabalho. Outro aspecto importante é que os dados se tornam mais objetivos, saindo daquela subjetividade de que o auditor deve se achar (e/ou se acha) um profissio- nal capacitado para determinar o percen- tual de amostras baseado apenas em seu julgamento. Acreditamos que, se o profissional de Auditoria adotar a amostragem estatística como ponto de partida para a determina- ção da amostragem e ajustar a quantidade encontrada matematicamente com as in- formações sobre a qualidade dos contro- les internos, estará efetuando um trabalho mais consciente e seguro. ATTIE, William. Auditoria – conceitos e aplica- ções. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1998. CREPALDI, Silvio Aparecido. Auditoria contábil – teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2000. JUND, Sérgio. Auditoria – conceitos, normas, técnicas e procedimentos. Rio de Janeiro: Im- petus, 2001. PINHO, Ruth Carvalho de Santana. O uso da amostragem estatística através de compu- tadores para o profissional de auditoria. In: Congresso Brasileiro de Contabilida- de, 16., out. 2000, Goiânia-GO. Anais ... Goiâ- nia-GO: [s.n.], out. 2000. STEVENSON, William J. Estatística aplicada à administração. São Paulo: Harbra, 1981. Referências Cálculo da amostragem Fórmula 2 N = Z . Sx e 2 N = 1,96 . 23 2 N = 508 amostras Onde: N = tamanho da amostra = 1.328 Z = desvio padrão de 95% = 1,96 Sx = desvio padrão das amostras = 23 e = erro aceitável = 2

RkJQdWJsaXNoZXIy Mjc3OTE=