Revista TCE- 9ª Edição
224 Artigos Segundo Crepaldi (1999, p. 20), os custos xos são “aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao volume pro- duzido. Exemplo: aluguel, seguro, etc.”. Portanto, os custos xos não variam con- forme a produção da empresa, são custos que não variam se a empresa produzir ou não aquela quantidade. Portanto, os custos xos são aqueles que se mantêm constantes, independen- temente do volume de produção. Martins (2006) identi cou que, devi- do à sua própria de nição, o custo xo é constante, entretanto o custo unitário é sempre decrescente, pois, quanto maior o numero de produção, menor será o custo unitário, isso porque os custos xos são divididos entre as unidades produzidas. Crepaldi (1999, p. 20) considera que os custos variáveis “são os que variam pro- porcionalmente ao volume produzido. Exemplo: matéria-prima, embalagens”. Martins (2006) identi ca que os cus- tos variáveis são diretamente proporcio- nais à quantidade produzida, o que im- plica que o custo variável seja constante. Nesse sentido entende-se que os cus- tos variáveis são aqueles nos quais os valo- res sofrem alterações em função do volu- me de produção. Um sistema de custeio “está associado ao modelo de mensuração e depende do tipo de informação de que os gestores ne- cessitam: se baseado em dados reais, atu- ais, históricos, estimados e/ou predeter- minados” (MACHADO, 2002, p. 120). Dessa forma, pode-se custear os agentes da acumulação de acordo com diferentes unidades/formas de medidas, dependen- tes das necessidades dos tomadores de decisão. Já o método de custeio, ou método de apropriação de custos, está “associado ao processo de identi car e associar o custo ao objeto que está sendo custeado” (MA- CHADO, 2002, p. 120). Nesse sentido, o método está ligado à forma de se rastrear e reatribuir custos para um ou mais objetos de custos (uni- dade que se deseja mensurar e avaliar os custos), tais como atividades, processos, departamentos, clientes ou produtos (HORNGREN et al., 2004), a depender da nalidade para o qual o tomador de decisão deseja uma mensuração de custos em separado. Segundo Martins (2003), os principais métodos de custeio são: custeio por absorção, custeio variável (ou custeio direto) e custeio por atividade. O custeio variável, ou custo dire- to, é caracterizado por Crepaldi (2006, p. 117) como “um tipo de custeamento que consiste em consolidar como custos de produção do período apenas os custos variáveis incorridos”. Conforme Padoveze (2004, p. 333), “no custeio direto ou variável, os custos xos não são alocados aos produtos e são tratados como despesas do período”. O custeio direto ou variável consiste em separar os gastos xos dos variáveis, considera apenas os gastos que variam de acordo com a produção, e tendo os custos xos apenas como despesas para a apura- ção do resultado. O custeio por absorção é caracteri- zado por Padoveze (2004, p. 333) como “o método tradicional de custeamento, onde, para se obter o custo dos produtos, consideram-se todos os gastos industriais, diretos ou indiretos, xos ou variáveis”. Segundo Martins (2003, p. 37), o custeio por absorção é “o método deriva- do da aplicação dos Princípios de conta- bilidade geralmente aceitos”. Baseando-se ainda “na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos”. É um método tradicional de custeio, no qual, para se obter os custos de um pro- duto consideram-se todos os gastos in- dustriais, diretos ou indiretos, xos ou variáveis. Nesse sentido algumas empresas se valem da estrutura de centros de custos para dirimir as distorções dos critérios de rateio. Assim, Megliorini (2007, p. 286) a rma que: Os centros de custos podem ser divididos em centros de custos auxiliares e centros de custos produtivos. Os centros de custos auxiliares são aqueles que não atuam sobre os produtos, servindo de apoio aos centros produtivos. Já os centros produtivos são aqueles com atuação direta sobre os pro- dutos, ou seja, estão diretamente envolvi- dos na fabricação dos itens ou prestação dos serviços. Para tanto, Falk (2001) assevera que existem três formas de realizar a distribui- ção dos custos dos centros auxiliares aos centros produtivos, sendo elas a alocação Aluguel Seguro Limpeza
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