Cinquenta + 10 Anos de História do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso

Cinquenta + 10 Anos de História do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso

314 Cinqüenta Anos de História Em 11 de novembro de 1921 foi eleito sócio correspon- dente do Centro Mato-Grossense de Letras. Em dezembro de 1950 foi eleito sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Em 1948 passou a ser Diretor da Delegacia Especial de Terras e Colonização em Campo Grande-MS. Foi colaborador do jornal Gazeta do Comércio , a partir de 1945, que era um órgão em defesa dos interesses do município de Três Lagoas e colaborador do jornal Argos , criado em 28 de outubro de 1920. Em 1954 Rosário Congro passou a fazer parte da primeira Mesa Diretora do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, na qualidade de Vice presidente. Encontrando-se ausente o Ministro Presidente, devi- do às suas qualidades de homem das leis e excelente orador, o Ministro Rosário Congro exerceu interinamente a Presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, conforme ata de sessão do TCE-MT de 20 de julho de 1954. A pouco tempo de completar 70 anos de idade, limite cronológico para o exercício das funções no TCE-MT, o Ministro Rosário Congro comunicou que iria aguardar o Ato de aposentadoria, afastando-se das funções ativas da casa, e aposentou-se como Ministro em 21 de setembro de 1954: Obras publicadas: Inaiá – 1940 Torre de Marfim – 1948 Sombras do Acaso – 1953 Antes de Raposo Tavares – 1954 Colunas Partidas – 1955 Outras Ruínas – 1957 Últimos Caminhos – 1963, com o pseudônimo de Cruz do Vale. O veio literário do Juíz Rosário Congro pode ser ob- servado no expressivo trecho deste poema As Garças : Morre a tarde de rosas na planura, No pantanal desce a tristeza agora, Brancas, tão brancas como a neve, pura, Ao pouso as garças voltam, Céu em fôra Em suas poesias, Rosário Congro canta as belezas das terras banhadas pelo Pantanal e faz a defesa da relação homem, animais e natureza: Vai a enchente transpondo os barrancos mais altos, E se despeja pelo imenso plaino em fora. Grandes águas gerais de tredos sobressaltos, Águas impérvias de um pavor que à tona aflora! Num profundo ascetismo, e corcundas pernaltos, De velhos marabus o bando se alcandóra. Não mais se vê passar o gado, nédio, aos saltos. Dos rústicos casais só o teto emerge agora! A angústia de um mugido a solidão acorda. Tangidos para o firme, os rebanhos deixaram A pradaria em que a desolação transborda. Neste ponto do rio era o váu das boiadas... Rondam sinistramente, os corvos que passaram, Na tétrica visão de milhares de ossadas! Rosário Congro faleceu em Três Lagoas, no dia 11 de outubro de 1963, e o seu centenário foi comemorado em 11 de setembro de 1984 com a publicação do livro Rosário Congro – Poesias, Coletâneas , editado pela Academia Mato-Grossense de Letras em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.

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