Cinquenta + 10 Anos de História do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso

Cinquenta + 10 Anos de História do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso

328 Cinqüenta Anos de História essência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Em outras palavras, as atas e os livros de ficha funcional, em forma manuscrita, de cada autoridade e/ou funcionário constituem-se em fontes documentais, bens preciosos de incontável valor. A esta altura, poderíamos dizer, tão valiosas são as fontes manuscritas existentes no acervo deste Tribunal de Contas que este já não mais pode delas prescindir. No momento em que esta Corte de Contas completou os seus 50 anos, constatamos a defesa e a implementação de uma justa política de valorização do “material” humano, o que torna necessário um repensar sobre a importância da preservação de suas fontes documentais, guardiãs que são da memória social. Isto porque nos documentos podem ser encontradas informações sobre a vida dos Conselheiros, do momento de seu ingresso até o momento do seu afastamento definitivo (aposentadoria ou morte). Nos discursos, suas vidas são reveladas, não apenas como políticos e/ou autoridades que são, mas como homens, pais, esposos, filhos, pois, ao assumirem o mais alto degrau – a Presidência – não deixam de reverenciar as suas origens biológicas e sociais. Homens que do alto não deixam de transparecer, mesmo que timidamente, suas emoções. Homens que em seus discursos relatam o seu tempo histórico: um tempo em que traçaram análises da sociedade em que vivem e, apresentando e elaborando leis norteadoras de políticas a serem implementadas, a médio e a longo prazos. É necessário ressaltar, ainda, que dentre a documentação encontram-se documentos variados atinen- tes aos funcionários do Tribunal (contadores, secretários, contínuos etc.), a exemplo dos livros de registro da vida funcional, que possibilitam analisar a história na perspectiva dos homens e mulheres comuns “a história vista de baixo”. Torna-se necessário dizer igualmente da importância dos Acórdãos como fontes imprescindíveis para o estudo da vida e da trajetória dos municípios, cada qual com as suas características, conforme apresentadas pelos auditores. Por fim, gostaríamos de reafirmar a premência de uma política de preservação das fontes documen- tais do TCE-MT, antes que elas se percam. O arranjo e a catalogação dos documentos existentes no arquivo do TCE permitirão salvaguardar o patrimônio documental, imprescindível para a escrita da história nos próximos 50 anos. Que no centenário de sua criação, os futuros historiadores de então, possam ter acesso à docu- mentação gerada nos dias atuais, devidamente catalogadas, microfilmadas e digitalizadas, pois vão-se os homens, porém ficam suas memórias.

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