O resultado da pesquisa feita pelo professor da FIA-USP, José Afonso Mazzon, foi apresentado para os colaboradores e conselheiros
Professores e pesquisadores da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP), explanaram na tarde desta quinta-feira, 11, o resultado da pesquisa encomendada pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, conselheiro Branco de Barros, sobre o trabalho desenvolvido em sua gestão ¿Liderança pelo Conhecimento¿, no biênio 2002/2003.
A palestra foi realizada no plenário ¿Benedicto Vaz de Figueiredo¿ e contou com a participação de mais de 300 funcionários da Casa. Além de autoridades como o presidente da AMM, Ezequiel Ângelo da Fonseca, o secretário Auditor-Geral do Estado, Sírio Pinheiro da Silva, representantes da Procuradoria Geral do Estado e das secretarias de Fazenda e de Planejamento.
O objetivo da pesquisa realizada pelo Phd em marketing, José Afonso Mazzon, e pela especialista em pesquisa, Marilene Golfette, que envolveu funcionários, jurisdicionados e jornalistas, foi levantar a percepção de diferentes públicos em relação às ações realizadas pela atual gestão.
O presidente Branco de Barros disse que a intenção foi conhecer como o TCE é visto e percebido pelo seu público interno e externo. E, ainda, apresentar sugestões de aprimoramento que subsidiem o processo de mudanças para as novas estratégias de controle externo.
Durante a sua explanação o professor Afonso Mazzon, disse que o resultado obtido demonstra que o Tribunal está apto a planejar todas as suas metas para os próximos anos. Com base nas opiniões colhidas é possível saber qual a visão que das pessoas em relação a instituição, mas principalmente, o que onde deve melhorar e quais os novos desafios que podem ser lançados.
Mazzon ainda ressaltou que em 2002 a FIA-USP fez uma pesquisa em 34 Tribunais de Contas do Brasil e o resultado constatado foi que hoje os TC´s precisam procurar desenvolver um papel muito mais além do atual, ou seja, não só julgar as contas mas acompanhá-las durante a sua execução. ¿Os Tribunais de Contas podem e devem questionar os gestores sobre o uso dos recursos públicos. Como e onde eles vão aplicar o dinheiro público¿.
O professor acrescenta, ainda, que as mudanças na administração pública exige que as auditorias sejam mais de acompanhamento e de assessoramento, desta forma haverá a certeza de que os recursos estão sendo bem geridos. ¿Por isso, é primordial que os Tribunais acompanhem as discussões desde a elaboração da LOA e do PPA¿.
A professora Marilene Golfette frisou que a iniciativa do TCE é pioneira. Ela desconhece o desenvolvimento de uma pesquisa deste nível em outro Tribunal. ¿Isso demonstra a força dos funcionários e de quem está líder no momento para conseguir melhores resultados¿.
Marilene concluiu que pela pesquisa, o TCE está no rumo certo para conseguir a excelência dos servidos prestados, principalmente, do controle externo. No entanto, ela ressaltou que deve-se dar mais atenção aos anseios dos jurisdicionados e dos jornalistas. Segundo a pesquisadora, há reconhecimento dos esforços da gestão no sentido de aproximação, transparência, eficácia, modernização, e interação. ¿Porém, isso ainda não é suficiente e uma medida mais forte precisa ser tomada¿.
Para o doutor Mazzon, é necessário, no entanto, levar em consideração a opinião que boa parte das pessoas tem sobre um órgão público. A transformação desta cultura, de acordo com ele, é lenta mais existe.
CONVÊNIO - Na ocasião, foi assinado um termo de cooperação técnico-científica com a Universidade Federal de Mato Grosso para a realização de um convênio que estabelece entre a instituição e o TCE a realização do curso de mestrado na área de Auditoria e Gestão de Políticas Públicas.
O curso, para funcionários efetivos do órgão, está previsto para iniciar entre os primeiros meses de 2004. Assinaram o convênio o presidente Branco de Barros, o reitor da UFMT, Paulo Speller e o ouvidor Geral do Estado, Sírio Pinheiro, este último como testemunha.