:: Tribunal de Contas - MT

TCE inicia curso para auditores em nível de pós-graduação

02/02/2006 13:10
Começou nessa quinta-feira, 02, o curso de especialização em Master Public Administration ¿ Executivo em Controle Externo, ministrado pela Fundação Getúio Vargas para auditores do Tribunal de Contas de Mato Grosso e da Auditoria Geral do Estado.

A especialização foi viabilizada pelo TCE, por meio de convênio celebrado em novembro de 2005, com a FGV. Nessa realização o Tribunal conta também com parceria da Secretaria de Estado de Fazenda que cedeu o espaço físico da Escola Fazendária para realização do curso.

Das 40 vagas o Tribunal cedeu oito para técnicos da Auditoria Geral do Estado com o propósito de contribuir para a capacitação e melhoria do controle interno na administração pública estadual. As demais vagas foram destinadas a auditores do próprio TCE.

A estrutura curricular da pós-graduação é inteiramente voltada para a área de auditoria, com foco em gestão, economia, direito e contabilidade, controle e avaliação de resultados. Com carga horária de 408 horas-aula, o curso será ministrado a cada 15 dias ao longo de 11 meses.

A aula inaugural, ministrada pelo professor Roberto Bevilacqua, da FGV, contou com a participação do presidente do Tribunal, José Carlos Novelli, do vice-presidente, Valter Albano, da diretora da Escola Superior de Contas, Marina Spinelli, do auditor geral do Estado, Sírio Pinheiro e do secretário adjunto de Gestão da Sefaz, Manoel Gomes Bezerra.

O conselheiro presidente, José Carlos Novelli, ressaltou o fato de que a participação na aula inaugural foi um dos primeiros atos da sua gestão. Segundo ele, a qualificação do quadro de profissionais do Tribunal é uma de suas prioridades como estratégia para tornar a instituição uma referência nacional em controle externo, meta definida no planejamento estratégico.

De acordo com o presidente, a determinação da nova Mesa Diretora é de consolidar e avançar o modelo de gestão voltado para resultados. ¿Saímos de um modelo que tinha como foco de verificação o passado e estamos implementando a auditoria instantânea, que orienta, acompanha, fiscaliza e avalia os resultados da aplicação dos recursos públicos durante o próprio exercício¿, ressaltou.

José Carlos Novelli disse que além do aperfeiçoamento profissional do seu próprio quadro, o TCE está trabalhando em parceria com outras instituições, como é o caso do Ministério Público e Auditoria Geral do Estado e está determinado a aprofundar o relacionamento institucional com a sociedade. A estratégia, segundo ele, é garantir que o TCE exerça com eficácia o controle externo, estimulando o controle interno no âmbito do Estado e dos municípios. ¿E com a participação da sociedade nesse controle vamos assegurar qualidade na administração pública, eliminando a prática de irregularidades e inconformidades nos atos de gestão¿, disse.

O vice-presidente do TCE, conselheiro Valter Albano, destacou que pela primeira vez, na história do Tribunal, um curso tem sua estrutura curricular voltada especificamente para as metas estratégicas da instituição. Segundo ele, por orientação da Mesa Diretora, a Escola Superior de Contas passa a coordenar não só a realização, mas também a participação do quadro profissional nos eventos de formação e capacitação. ¿Temos o conhecimento como âncora da nossa gestão, mas é fundamental que conteúdo tenha absoluta sintonia com as nossas atribuições, pois o objetivo final é a eficácia na realização do controle externo¿.

Para o auditor geral do Estado, Sírio Pinheiro, é evidente o empenho do Tribunal de Contas de Mato Grosso na qualificação e aperfeiçoamento profissional. Ele acredita que essa forma de investimento motiva o servidor e agrega valores ao seu desempenho profissional. A iniciativa foi elogiada também pelo secretário adjunto de Gestão da Sefaz, Manoel Gomes Bezerra. Lembrando que a atual sede da Escola Fazendária foi um dos projetos do atual vice-presidente do TCE, Valter Albano, quando secretário de Fazenda, Gomes Bezerra ressaltou que parcerias como essas são importantes e necessárias, visando capacitar a administração pública para o desempenho das suas atividades.