O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE) realizou, na segunda-feira, dia 13, uma tarde de autógrafo para o lançamento do livro ¿50 anos de História do Tribunal de Contas de Mato Grosso¿, de autoria de Maria Adenir Peraro, Neila Maria Souza Barreto e Maria Aparecida Barros Rocha. Na, ocasião, as três historiadoras que reconstruíram a historiografia institucional desta Corte de Contas, autografaram a obra para autoridades, familiares e amigos.
Durante a solenidade, o presidente do TCE, conselheiro Ary Leite de Campos, homenageou os conselheiros aposentados do TCE, Aecim Tocantins, Afro Stefanini e José Ferreira de Freitas, com a entrega da moeda comemorativa aos 50 anos do Tribunal. Também foi realizada uma homenagem póstuma ao procurador Sebastião de Oliveira - Dr. Paraná ¿ com a entrega da moeda ao seu filho Dante Martins de Oliveira e a viúva, Maria Benedita Martins Oliveira.
Em discurso o presidente Ary Leite disse que obra é muito importante para pesquisadores e comunidade em geral, pois traz ao conhecimento do público um levantamento histórico minucioso desde a fundação do Tribunal até os dias atuais. ¿Essa obra é uma maneira de preservar a memória do TCE e, ao mesmo tempo, divulgar as suas intensas atividades para conhecimento da população do Estado de Mato Grosso¿, salientou Ary Leite. Ele também agradeceu aos conselheiros por contribuírem com a produção do livro.
O professor Aecim Tocantins relembrou a sua participação na fundação do TCE em 1953. ¿O governador José Fragelli me convidou para assumir a vaga e representar os contadores no Tribunal. Tenho muito orgulho de fazer parte desta Corte de Contas¿. Ele relembrou ainda que ¿entre os fatos importantes do TCE está a construção do prédio, pois vi esta Casa nascer¿. O professor Aecim era o presidente da Instituição quando da mudança do TCE para o Centro Político Administrativo.
Neila Barreto, uma das autoras, disse que a obra é uma reconstrução da história do TCE. ¿Estamos orgulhosas de participar do resgate da história deste órgão público. Concretizamos uma obra que contribuirá à informação da sociedade e parabenizamos o presidente Ary que encerra a sua gestão lançando uma obra importante¿.
Participaram da solenidade o ex-governador Dante de Oliveira, filho do saudoso Sebastião de Oliveira ¿ Dr. Paraná, o secretário de Estado de Fazenda, Valdir Teis, representando o governador Blairo Maggi, o secretário de Estado e Cultura, João Carlos Vicente Ferreira, o deputado estadual Campos Neto, entre outros.
A OBRA - De forma didática o livro do TCE está organizado em quatro capítulos. No primeiro, o leitor pode conhecer de forma genérica sua contextualização histórica das origens das contas públicas e dos tribunais. No segundo, está a sua criação e instalação. No terceiro, as mesas diretoras e as principais atividades exercidas por elas. Por fim, o quarto capítulo ressalta os personagens principais, os conselheiros, os quais os leitores terão a oportunidade de conhecê-los tecnicamente.
Neste capitulo final, segundo as historiadoras, o leitor também terá a oportunidade de conhecer, por meio de obras e de famílias, as almas desses personagens, o que as levou a denominar esse capitulo de ¿Homens das Leis, Homens das Letras¿, num total reconhecimento de seus valores.
Outra novidade que o livro traz é a possibilidade do leitor conhecer os quadros demonstrativos das mesas diretoras, em ordem cronológica, permitindo a visualização de suas atividades e da sua estrutura organizacional inédita em suas atividades institucionais.
Importante ressaltar, que no meio desse imenso cipoal de documentação e personagens foram localizadas duas personalidades que atuaram na fundação do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, os doutores Sebastião de Oliveira ¿ Dr. Paraná, falecido este ano e Aecim Tocantins, agora o último testemunho vivo desta história. ¿Tanto o Dr. Paraná como o professor Aecim foi importante para essa pesquisa, pois nos deram caminhos fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa¿, lembrou Neila Barreto.
Conforme a historiadora, os personagens foram localizados no tempo e no espaço por meio de seus juizes, ministros, conselheiros, servidores e servidoras. Sobre a parte administrativa das mesas diretoras, as historiadoras buscaram documentos históricos como atas de sessões e notas taquigráficas, ouviram relatos e discursos de seus conselheiros e procuradores, sem esquecer os seus colaboradores anônimos de igual valor.
