:: Tribunal de Contas - MT

Padronização garantiu qualidade aos julgamentos do TCE/MT em 2011

09/12/2011 10:23

Pelo quarto ano consecutivo o TCE-MT cumpriu a meta

Tribunal Pleno

Pelo quarto ano consecutivo, o Tribunal de Contas de Mato Grosso cumpriu a meta de apreciar e julgar com qualidade e coerência todas as contas anuais de órgãos e administradores públicos de Mato Grosso até o final do ano subsequente ao exercício analisado. Em 2011, de um total de 10.600 decisões plenárias ou monocráticas(acórdão, decisão administrativa e singular, edital de notificação, instrução normativa, pareceres, processos administrativos, provimentos, resoluções de consulta, resolução normativa, termo de alerta, termo de aplicação de penalidade), foram julgados 596 processos de representações internas e externas, denúncias, recursos, medidas cautelares e consultas, além de 666 contas anuais de governo e de gestão de órgãos de  municípios e de Estado.

Nos últimos anos, as decisões plenárias do Tribunal de Contas de Mato Grosso deram um salto em qualidade,

Conselheiro presidente Valter Albano

segundo avaliação do presidente do TCE, conselheiro Valter Albano e o procurador geral do Ministério Público de Contas, Alisson Carvalho. Durante 50 anos, os votos dos conselheiros do TCE/MT eram elaborados de acordo com conceitos diferenciados, sem um padrão institucional. O mesmo ocorria com todos os produtos de controle externo. “A partir da implantação do planejamento estratégico, em 2006, desenvolvemos objetivos e metas detalhadas para oferecer à sociedade o serviço que ela merece. Para isso padronizamos relatórios de auditoria e os votos dos relatores. Desde a fase da auditoria, da análise, da produção do voto, incluindo os pareceres do Ministério Público de Contas, tudo foi padronizado, garantindo a melhoria da qualidade das decisões”, comentou.

A padronização se materializou em fevereiro deste ano, com a atualização de três publicações que norteiam a rotina da equipe de auditoria do próprio TCE e orientam o trabalho das autoridades e servidores responsáveis por atos ou decisões sujeitas a análise e julgamento pela Corte de Contas.


As publicações atendem ao objetivo de coibir erros e falhas, assim como o de melhorar a qualidade da administração pública", exemplificou o conselheiro. Os documentos mostram como o TCE entende, analisa, trata os assuntos, julga e penalizada as falhas e irregularidades encontradas nas contas públicas e estão disponíveis na página www.tce.mt.gov.br.

Foram relançadas as seguintes publicações: 1) "Classificação de Irregularidades", que gradua a natureza das possíveis falhas (total de 184) em "gravíssimas", "graves" e "a classificar (moderadas)". Os achados de auditoria são apresentados nos relatórios com indicativos de assuntos e de graduação; 2) "Consolidação de Entendimentos Técnicos", que compila sínteses de decisões do TCE; 3) “Perguntas Frequentes e Respostas aos Jurisdicionados", com 220 indagações explicações para questionamentos que chegam ao Tribunal de Contas.

 

A principal meta do Planejamento Estratégico 2012 -2017 é avançar na qualidade do controle externo das contas públicas. “A expectativa é que o TCE de Mato Grosso esteja funcionando de forma virtual tanto na fase de controle como de julgamento e que isso permita aos técnicos e julgadores ganhar mais velocidade, trabalhando em tempo real e tendo como resultado final decisões cada vez mais sólidas do ponto de vista técnico, jurídico e da justiça”, anunciou o conselheiro Valter Albano.

Ministério Público de Contas

Colegiado do Ministério Público de Contas

A melhoria da qualidade das decisões plenárias passa pelos pareceres do Ministério Público de Contas(MPC). Após as auditorias realizadas nos balanços;contábil, financeiro e patrimonial, os procuradores se debruçam sobre as falhas e irregularidades apontadas pelas equipes técnicas para avaliar se essas falhas prejudicaram ou não a administração pública. Todas as contas anuais de gestão e de governo dos órgãos públicos, representações, denúncias e aposentadorias relacionadas a cada ente federado ou unidade gestora passa por etapas de avaliação no TCE: relatório dos auditores, relatório do MPC que faz as recomendações aos conselheiros relatores. A última etapa é o julgamento em plenário dos processos.

O procurador geral do Ministério Público de Contas, Alisson Carvalho explica que os pareceres do MPC são conclusivos: se as contas são regulares ou irregulares, com determinações legais e recomendações e as punições necessárias(multas e ressarcimentos). “ Nosso papel é de fiscal da lei e neste ponto costumamos ser rigorosos nos pareceres. A partir do parecer do MPC, o relator faz a sua avaliação final. Este ano, os pareceres do MPC e dos relatores estiveram alinhados em 80% dos processos”, disse.

Uma das iniciativas mais significativas para dar maior qualidade ao trabalho do MPC foi a padronização dos pareceres. Alisson lembra que até 2009 não havia requisitos mínimos a serem seguidos por todos os procuradores. “Foi preciso criar um padrão para avaliar os processos. Em seguida criamos também o Núcleo de Controle e Acompanhamento que faz uma avaliação final dos pareceres que serão julgados em plenário. “ Fazemos esse controle para uniformizar as avaliações do MPC, garantindo a qualidade e a agilidade no julgamento dos pareceres”, disse.

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