Os indicadores da área de saúde mostram que as ações desenvolvidas no Município de Sinop nos últimos anos geraram benefícios diretos para a população, principalmente no que se refere ao atendimento prestado às gestantes e recém-nascidos. Enquanto a taxa de mortalidade neonatal precoce é de 8,7 mortes para cada 1.000 nascidos vivos no Brasil, a média em Sinop é de apenas 6,9 falecimentos.
O índice pode ser visto como uma decorrência do trabalho feito também com as mulheres grávidas no Município, já que 65% delas tiveram mais de sete consultas pré-natal enquanto o índice brasileiro é de 53,6%.
Esses indicadores do Município de Sinop foram divulgados durante o curso de capacitação realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso naquela cidade. Mais de 100 gestores da região participam do evento que o TCE promove nesta terça-feira, 28, para orientar os agentes públicos municipais sobre os métodos de auditoria, acompanhamento e avaliação das políticas públicas utilizados pelo Tribunal.
Por outro lado, a educação vai precisar de um pouco mais de atenção do poder público municipal. Os indicadores da área da educação mostram que a prefeitura oferece cobertura para apenas 29% das crianças com até seis anos de idade, ou seja, mais de 70% delas não freqüentam creches ou escolas primárias.
Vale lembrar que a média nacional é de 32,2%, de acordo com os dados de 2006, utilizados como base de cálculo. “Atualmente nós temos 13 creches para atender toda a população. Nós sabemos que o número é insuficiente e, por isso, a construção de novas unidades é uma das prioridades da nossa gestão”, comentou o secretário de Educação de Sinop, Antonio Tadeu Gomes Azevedo.
Além disso, a evasão escolar também está acima da média na cidade. Entre os alunos de 5ª à 8ª série, por exemplo, o índice alcança 13,5% sendo que a média brasileira é de 12,6%. “Nossa meta para esse ano é reformar as escolas porque ainda temos unidades sucateadas, sem refeitório e com laboratórios de informática precários, quando eles existem. É claro que isso faz com que os alunos fiquem desinteressados”, explicou o secretário.
