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Gestão humana é base para cidades inteligentes, defende especialista durante MBA do TCE-MT

30/03/2026 10:42

Professor destacou que tecnologia deve apoiar políticas públicas e melhorar as condições de vida da população

Crédito: Diego Castro/TCE-MT
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Módulo “Gestão Estratégica de Cidades Inteligentes” foi ministrado pelo professor Felipe Horst Hammel. Clique aqui para ampliar

Para construir cidades eficientes, sustentáveis e conectadas, é preciso torná-las mais humanas. Foi o que explicou o professor Felipe Horst Hammel, no módulo “Gestão Estratégica de Cidades Inteligentes”, da segunda edição do MBA em Gestão de Cidades do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), realizado na sexta-feira (27).

De acordo com ele, uma cidade inteligente usa a tecnologia para integrar e dar mais eficiência aos serviços públicos, promover inclusão e melhorar as condições de vida dos moradores. “A cidade inteligente é aquela que tem o ser humano no centro das suas operações e que tem a qualidade de vida como meta principal”, disse.

Para isso, deve ser rompida a ideia de que o conceito é exclusivo de grandes centros ou de municípios com mais recursos. “É preciso trazer para nossa realidade, seja ela qual for, o real conceito de uma cidade inteligente. Pode ser uma cidade de cinco mil habitantes ou com 12 milhões”, acrescentou.

Professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e coordenador de Cidades Inteligentes do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), um dos maiores complexos de inovação do Brasil, ele acrescentou que o tema deve orientar instrumentos de planejamento, como plano plurianual (PPA) e Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA).

O papel da tecnologia

Crédito: Diego Castro/TCE-MT
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O segundo módulo da segunda edição do MBA em Gestão de Cidades foi realizado na sexta-feira.

Ao tratar sobre a diferença entre cidades digitais e cidades tecnológicas, Felipe destacou que o ponto de partida não está nos sistemas, mas na forma como a gestão pública se organiza para atender a população. Portanto, deve ser entendida como ferramenta, e não como fim em si mesma.  

“A tecnologia é um meio. Qualquer metodologia tem que ser um meio. Nós, enquanto servidores, precisamos ser um meio para a qualidade de vida das pessoas. Esse é o real sentido da cidade inteligente”, ressaltou.

Assim, o investimento nessas ferramentas deve considerar o enfrentamento de problemas estruturais. “Não faz sentido trazer tecnologia e coisas magníficas, se temos pessoas em vulnerabilidade social, hospitais cheios e escolas que não evoluem. Esses são desafios constantes e temos que trabalhar para sermos mais inteligentes nesse sentido.”

Ao longo da manhã foram abordados o conceito e evolução das cidades inteligentes, a transição de smart city para human smart, as dimensões da cidade inteligente, planejamento estratégico urbano, integração e governança pública, inovação urbana, métodos e instrumentos e governo digital.

Qualificação e modernização da gestão pública

 Coordenado pelo conselheiro Alisson Alencar, o MBA é promovido em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp). A pós-graduação integra a estratégia do conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, para qualificar gestores públicos, modernizar a administração e aprimorar os serviços prestados à população.

Com mais de 1,5 mil inscritos, esta edição tem carga horária de 360 horas, distribuídas em 24 módulos. As aulas são ministradas por especialistas de todo o Brasil no auditório da Escola Superior de Contas, com transmissão ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo canal do TCE-MT no YouTube.

 

 

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