Em meio a pandemia que assola o mundo e a tantas incertezas e aflições precisamos refletir sobre o que será do amanhã.
Em meio a pandemia que assola o mundo e a tantas incertezas e aflições precisamos refletir sobre o que será do amanhã. O tão falado novo normal, na verdade é uma anormalidade – o novo anormal –, é uma mudança de rotinas, de atitudes, de paradigmas que deixam questionamentos... Estaremos livres da “crise psicológica” enfrentada pela humanidade? Seremos os mesmos?
Considero grave a situação de confinamento que nos afligiu e continua afligindo, apesar de extremamente necessária, muitas pessoas estão sendo fortemente abaladas por esse isolamento. Essa é a “crise psicológica”, que possivelmente a pandemia deixará como herança atroz e indesejável. Doenças psicológicas estão em crescimento quantitativo, a ansiedade, stress e depressão estão agravando os comportamentos, não discriminando vítimas; o medo, o receio do amanhã tornou-se o propulsor dessas patologias, como uma influência mórbida que traz angústia e sofrimento... A pandemia desencadeou em muitos esse temor de viver.
Penso que nunca mais seremos os mesmos, mudamos como pessoas... Mudamos como sociedade... Para àqueles que refletem um pouco mais sobre tudo que tem ocorrido, a mudança certamente será para melhor, com uma maior dose de empatia, simpatia, esperança e fé. A realização de nossos projetos depende disso, de crer que dias melhores virão, a esperança e a fé são ponte acessível para que nossos sonhos não se limitem ao hoje ou inexistam.
Convém, esperançar, dar e ter esperança, saber que o hoje é fugaz e que o amanhã precisa ser conquistado, o futuro é um grande enigma, norteado por nossas escolhas. Celebrar as pequenas vitórias é fundamental para o alcance das grandes, acreditar não se pautando pelas circunstâncias significa ter fé.
Por fim, para as famílias daqueles que precocemente se foram, resta a saudade e o alento de ter a oportunidade do convívio com o ente querido, com o amigo singular, com a pessoa admirada. Para os “sobreviventes” (como eu), dá-se mais uma chance de ser melhor, de amar mais, de abraçar mais, de sorrir mais, de apreciar a companhia daqueles que nos rodeiam e de valorizar cada novo dia vivido. Devemos então ousar viver este “novo anormal” com paciência, otimismo e resiliência, pois as possibilidades são infinitas e a esperança pode superar o medo e as agruras dessa jornada.
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José Marcelo Perez
Auditor Público Externo josemarcelo@tce.mt.gov.br