Como conselheiro de contas, por meio do TCE-MT, mas também como cidadão, tenho alimentado a minha alma com esse senso de dever cumprido
Observem este paradoxo interessante: exatamente neste mês de agosto, consagrado o Mês da Primeira Infância (lei federal 14.617/2023) e a cujo tema tenho dedicado muito trabalho, experimentei um sentido intenso de gratidão por uma ação voltada para o que se pode chamar de “Idade Sênior”, os nossos idosos.
Fui visitar as obras do Lar de Idosos de Barra do Garças, que está sendo construído em uma área de oito hectares que eu doei em 2008 para o município. Desde quando doei esse patrimônio almejei ver ali construído um espaço para acolher pessoas que, na velhice, precisassem de um lugar assim. Durante a visita não consegui prender lágrimas teimosas que insistiram em inundar os olhos. Quando um sonho se torna realidade, o coração exulta.
Acompanhado pelo conselheiro Sérgio Ricardo, presidente do TCE-MT, e pelo prefeito Adilson Gonçalves, fui ver de perto a fase final do empreendimento que tem contado com a inestimável contribuição de vários setores da sociedade barra-garcense e agentes políticos. A Prefeitura e a Igreja Católica local, sob a liderança do padre Cristiano, devem entregar o prédio no próximo mês.
O Lar de Idosos fica distante 1.500 metros de distância do centro da cidade. Está assentado na área urbana e em região muito valorizada. Hospedará 80 idosos, mas terá uma infraestrutura para outros que quiserem passar o dia, pois a área é ampla (80 mil metros quadrados), ofertará várias atividades e permite outras possibilidades que poderão ser acrescidas no futuro.
É muito saboroso esse sentimento de utilidade. Especialmente quando decorre de ações que estão além do desempenho do seu trabalho cotidiano. Como conselheiro, é minha obrigação fazer o melhor no trabalho de fiscalizar e julgar a gestão dos recursos públicos. Como cidadão, participar da solução de problemas que afetam a sua cidade, a sua comunidade, traz ainda mais forte esse sentimento de ter sido útil. Moro em Cuiabá, mas Barra do Garças não sai da minha existência.
Pra quem tem se interessado muito com o tema Primeira Infância, parece que as questões relacionadas à pessoa idosa têm invadido a minha agenda. Também recentemente visitei a Fundação Abrigo Bom Jesus, o lar de idosos de Cuiabá, onde está sendo edificado uma obra que contou com a minha ajuda. O assunto que me procurou.
Trata-se de uma ala da saúde que está sendo construída com recursos viabilizados junto ao Ministério Público do Estado. A pedido da presidente da Fundação, minha amiga Márcia Ferreira, fizemos juntos gestão perante o MPE e conseguimos os recursos na ordem de R$ 2 milhões com o então procurador geral de Justiça e atualmente desembargador Deosdete Cruz Junior.
Como conselheiro de contas, por meio do TCE-MT, mas também como cidadão, tenho alimentado a minha alma com esse senso de dever cumprido ao trabalhar pela construção de creches. É a Primeira Infância como foco. Mas vejam, em pleno agosto, outro fator para comemorar: resultados de ações que atendem a terceira idade ou a melhor idade, eufemismo que busca suavizar a ideia de velhice.
Busque ser útil, experimente e saboreie esse sentimento. Dá sentido à vida.
18/08/2025 - Experimente ser útil e saboreie o sentimento
25/07/2025 - Efeito borboleta
10/10/2024 - Criança merece o melhor, não o possível
08/08/2024 - Que sejamos mais ação que intenção
02/10/2023 - A experiência GAEPE-MT
21/08/2023 - Transparência, sua finalidade e utilidade
01/08/2023 - Juntos pela primeira infância
26/06/2023 - Ouvidoria, sinônimo participação
26/11/2021 - Novembro, mês da luz do sol
27/10/2021 - Procon dos serviços públicos
16/08/2021 - Não desperdice canhão com chumbinhos
27/07/2021 - Quando setembro chegar
15/06/2021 - Fiscalizar é como coçar, basta começar
15/03/2021 - Ouvidoria dá poder ao cidadão
29/04/2015 - Porque não escrever
22/04/2015 - Tribunal do Século 21
15/04/2015 - TAG, casamento pelo bem comum
08/04/2015 - Educação para a cidadania
01/04/2015 - MPE, Governo e o desenvolvimento
25/03/2015 - A omissão no Congresso
18/03/2015 - A gênese da crise dos caminhoneiros
11/03/2015 - Por que escrevo?
22/07/2014 - Chega de zona de conforto para os TCs
12/05/2014 - Abutres da imagem e reputação alheia
13/09/2013 - Pela urgente criação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas
25/06/2013 - Da ossatura e evolução do Tribunal de Contas
14/09/2012 - O que somos e podemos ser
15/10/2011 - TRANSPARÊNCIA
11/12/2010 - Tribunais de Contas no Brasil: instrumentos de cidadania
15/12/2009 - Democracia evoca responsabilidade
Antonio Joaquim
Conselheiro, ouvidor-geral e presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).